
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 4º DP (Distrito Policial), com apoio da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública), recuperou oito aparelhos celulares durante investigações distintas realizadas em Boa Vista e no Estado do Amazonas. Um dos dispositivos foi localizado em Manaus.
As diligências foram conduzidas sob a coordenação dos delegados do 4º DP, Jonathan Freese e Guilherme Peres.
Celular extraviado durante a Expoferr é localizado em Manaus
O primeiro caso ocorreu no dia 8 de novembro de 2025, durante a Expoferr Show, no Parque de Exposição Dandãezinho. Na ocasião, uma vítima comunicou o extravio do aparelho celular enquanto participava do evento.
Após o registro da ocorrência, as equipes iniciaram as diligências investigativas. De acordo com o delegado Guilherme Peres, o aparelho foi rastreado e constatou-se que estava sendo utilizado na cidade de Manaus (AM).
Com o apoio da FNSP, foi possível localizar o endereço onde o celular se encontrava. O dispositivo foi apreendido e posteriormente restituído à proprietária, residente em Boa Vista.
As investigações continuam para esclarecer se o objeto foi furtado ou apenas perdido pela vítima.
Investigação no bairro Pintolândia recupera sete celulares furtados
A segunda investigação, conduzida pelo delegado Jonathan Freese, resultou na recuperação de sete aparelhos celulares furtados de um estabelecimento comercial localizado no bairro Pintolândia, em Boa Vista.
O crime ocorreu na madrugada do dia 29 de maio de 2024, quando dois homens, com os rostos cobertos e utilizando máscaras e luvas, invadiram o local pelo telhado, quebrando telhas e o forro do estabelecimento.
Na ação criminosa, foram furtados diversos objetos, entre eles dois consoles PlayStation 5, vários aparelhos celulares de diferentes marcas e modelos, um tablet infantil, além da quantia de R$ 11.791,63 em dinheiro.
Entrega espontânea contribui para recuperação dos bens
Durante as investigações, diversos objetos foram recuperados ainda em 2024. Um dos aparelhos celulares foi entregue espontaneamente por uma mulher que havia adquirido o item por meio de um site de compra e venda, pelo valor de R$ 600, sem nota fiscal.
Segundo seu relato, o vendedor entregou o aparelho pessoalmente, embalado na caixa e com carregador, exigindo pagamento exclusivamente em dinheiro. Após a transação, o perfil do vendedor deixou de existir na plataforma, o que levantou suspeitas sobre a origem do produto. Diante disso, a compradora decidiu entregar o aparelho no 4º DP.
No dia 23 de janeiro de 2026, outros sete celulares foram recuperados durante as investigações e devolvidos ao proprietário do estabelecimento comercial alvo do furto.
Delegado alerta sobre o crime de receptação
O delegado Jonathan Freese alertou que pessoas que adquirem aparelhos celulares sem nota fiscal, por valores muito abaixo do mercado ou em condições suspeitas podem responder pelo crime de receptação.
“A pessoa tem o dever de desconfiar. Comprar celular sem nota fiscal, por um valor muito abaixo do mercado ou sem saber a procedência pode gerar responsabilização criminal. Temos indiciado muitas pessoas por receptação, ainda que na modalidade culposa”, destacou o delegado.
Segundo ele, mesmo sendo considerado um crime de menor potencial ofensivo, as consequências podem ser significativas.
“Em alguns casos, a pessoa acaba respondendo a termo circunstanciado e sendo condenada à prestação de serviços à comunidade. Às vezes, o que parecia um bom negócio acaba saindo caro”, completou.
Investigações continuam
As diligências, segundo os delegados, seguem em andamento com o objetivo de identificar os autores do crime e recuperar os demais objetos furtados.
Todos os aparelhos celulares localizados até o momento já foram restituídos às vítimas.
