Consciência Negra: IFRR Amajari realiza programação com desfile e ações de valorização da cultura afro-brasileira

O evento será realizado nesta quarta-feira, 19, no malocão da unidade de ensino. – Fotos: Ascom | IFRR

O Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (CAM/IFRR) realiza, nesta quarta-feira, 19, uma programação especial em comemoração ao Dia da Consciência Negra, com atividades envolvendo estudantes, professores e toda a comunidade escolar. Organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da unidade, o evento terá início às 8 horas e contará com apresentações artísticas, debates e um grande desfile alegórico em homenagem aos países africanos de língua portuguesa.

A programação foi pensada de forma pedagógica para fortalecer a reflexão sobre a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira, além de estimular a valorização da identidade, da cultura e da história afro-brasileira entre os estudantes. Segundo o coordenador do Neabi/CAM, Emílio Caetano, este é um momento para aliar atividades que promovam aprendizagem crítica, arte, conhecimento e vivências culturais no processo de formação. A formação integral, comenta ele, só é completa se os estudantes se tornarem cidadãos conscientes da necessidade de uma sociedade mais justa, solidária e livre do racismo.

As atividades começam às 8 hotas com a abertura oficial, seguida da performance artística “Brasil negro: dados e tomados”, que propõe uma reflexão sobre desigualdades raciais no País. Em seguida, o público poderá acompanhar apresentações de carimbó, roda de capoeira, palestra sobre racismo e desigualdade, proferida pelo professor e historiador Tiago Nicolau, e o espetáculo teatral “Currutela – uma história inspirada em O Cortiço”, encenado pela turma 152, sob orientação do professor José Vilson.

Um dos momentos aguardados da programação será o desfile alegórico, previsto para ocorrer das 10h30 às 12h. A apresentação será uma homenagem aos países africanos de língua portuguesa, trazendo bandeiras, vestimentas, músicas e personalidades representativas de cada nação. O desfile está sendo construído de forma colaborativa entre professores e estudantes, que trabalham juntos na criação dos elementos culturais e coreografias.

Cada turma representará um país:

Turma 147 – Angola (professores Emílio e Sckendall)

Turmas 148/149 – Moçambique (professor Rennan)

Turma 151 – Cabo Verde (professor Roberson)

Turma 152 – São Tomé e Príncipe (professora Ana Maria)

Turma 153 – Guiné Equatorial (professores José Vilson e Fernanda)

Turma 154 – Guiné-Bissau (professor José Victor)

Toda essa construção coletiva, segundo Caetano, reforça a importância de envolver os estudantes na produção cultural e na compreensão das raízes afro-brasileiras, fortalecendo vínculos, ampliando repertórios e incentivando a responsabilidade social dentro do ambiente escolar.

O evento será encerrado ao meio-dia com a premiação das apresentações e um passeio oferecido à turma vencedora.

Veja também

Topo