Festcine divulga curtas finalistas do grande prêmio do festival

Seis produções entram na disputa por melhor ficção e documentário na Mostra Competitiva. – Fotos: Divulgação

A organização do Festcine Saberes Amazônicos anunciou os curtas que avançam para a fase final do festival. Ao todo, seis obras foram selecionadas para a Mostra Oficial Competitiva, que será realizada ao longo de dois dias no auditório do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

O evento recebeu 90 inscrições de realizadores de diferentes regiões do país. Após a curadoria, 20 trabalhos passaram a integrar a programação e, entre eles, seis seguem na disputa pelos principais prêmios. Os vencedores, um em cada categoria, levam o troféu Saberes Amazônicos, além de R$ 5 mil.

Para o presidente da Associação Roraimense de Cinema (Arcine), Sávio Mourão, que também participa da organização do festival, a iniciativa chega em um momento importante para o setor. “O Festcine Saberes Amazônicos nasce com a proposta de fortalecer o audiovisual da região, não só com a exibição de filmes, mas também com ações de formação e diálogo com instituições de ensino. É um movimento necessário, e a Arcine tem orgulho de contribuir com esse processo”, afirmou.

Finalistas da Mostra Competitiva

Sávio Mourão, presidente da Arcine: “O festival fortalece o audiovisual da região.”

Boiuna (ficção, 20 min, Pará) – dirigido por Adriana de Faria, acompanha mãe e filha que retornam a uma ilha cercada por acontecimentos estranhos, onde o limite entre o cotidiano e o sobrenatural começa a se desfazer. Classificação: 14 anos.

A pele do ouro (ficção, 14 min, Roraima) – de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, traz à tona a realidade da mulher no garimpo a partir de registros íntimos, revelando um ambiente marcado por exploração e tensão constante. Classificação: 16 anos.

No limite do lavrado (ficção, 15 min, Roraima) – dirigido por Alex Pizano, segue a trajetória de uma servidora pública que precisa sobreviver após um acidente em uma região isolada, enfrentando as adversidades do lavrado roraimense. Classificação: 12 anos.

Anamã: a Veneza do Amazonas (documentário, 20 min, Amazonas) – de Orlando Pedrosa Lima Júnior, mostra os impactos das mudanças climáticas a partir de eventos extremos que marcaram a cidade, alternando entre períodos de cheia e seca. Classificação: livre.

Mercado de histórias (documentário, 19 min, Acre) – dirigido por Alcinete Damasceno, acompanha o cotidiano de três mulheres agricultoras que sustentam suas famílias com o trabalho na terra, evidenciando resistência e protagonismo. Classificação: livre.

Breve (documentário, 20 min, Sergipe) – de Werden Pinheiro, aposta em uma narrativa mais contemplativa, transformando gestos simples do dia a dia em reflexões sobre o tempo e a memória. Classificação: 14 anos.

Mais do que uma mostra competitiva, o Festcine se consolida como um espaço de encontro para o audiovisual independente, sobretudo aquele produzido fora dos grandes centros. A proposta é ampliar o alcance dessas produções e fortalecer a circulação de histórias que nascem em diferentes territórios, especialmente na Amazônia.

Outras informações sobre a programação estão disponíveis no site oficial do festival e nas redes sociais do evento

Jânio Tavares

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