Governador Antonio Denarium sanciona nova Lei de Incentivo Fiscal para fortalecer produtores locais nas Áreas de Livre Comércio

Nova legislação estabelece que não haverá concessão de incentivo fiscal para mercadorias adquiridas de outros estados quando houver produção similar em Roraima. – Fotos: Fernando Oliveira

O governador Antonio Denarium sancionou, nesta terça-feira, 30, a nova Lei de Incentivo Fiscal para produtores locais nas Áreas de Livre Comércio de Boa Vista e Bonfim. A medida altera dispositivos da Lei nº 025/1992 e estabelece critérios que garantem igualdade tributária entre produtos 100% roraimenses e mercadorias oriundas de outros estados, fortalecendo a indústria local e a produção regional.

A sanção ocorreu durante coletiva de imprensa no Palácio Senador Hélio Campos, com a presença do vice-governador Edilson Damião, dos deputados estaduais Aurelina Medeiros e Lucas Souza, além de representantes do setor produtivo e da Fier (Federação das Indústrias do Estado de Roraima).

A nova legislação estabelece que não haverá concessão de incentivo fiscal para mercadorias adquiridas de outros estados quando houver produção similar em Roraima, desde que essa produção local utilize matérias-primas regionais e tenha capacidade de abastecer o mercado interno. A definição dos produtos enquadrados será feita com base em estudos técnicos conduzidos pela Sefaz (Secretaria da Fazenda), utilizando o Sistema Harmonizado (SH).

Durante a solenidade, o governador Antonio Denarium destacou que a lei atende a uma demanda histórica do setor produtivo roraimense e marca um novo momento para a economia do Estado.

“Essa é uma demanda de muitos anos. Hoje Roraima já tem autossuficiência na produção de arroz, óleo de soja, carne, mel, água mineral, refrigerantes e outros produtos. O que não era justo é que o produto feito aqui fosse tributado enquanto o de fora entrava sem tributação. Com essa lei, garantimos competitividade, fortalecemos a indústria local, geramos empregos e promovemos desenvolvimento econômico”, afirmou.

Denarium ressaltou ainda que o crescimento do setor primário reflete diretamente na economia estadual.

“Quando assumimos o governo, a participação do setor primário no PIB era de apenas 4%. Hoje, esse número já chega a 28%. Isso é resultado do trabalho dos produtores, aliado às ações do Governo com regularização fundiária, licenciamento ambiental, zoneamento ecológico-econômico, energia elétrica e infraestrutura”, completou.

A deputada estadual Aurelina Medeiros, líder do governo na Assembleia Legislativa, destacou que a nova lei complementa conquistas estruturantes recentes do Estado, como a regularização fundiária e a chegada do Linhão de Tucuruí.

“Ter terra regularizada e energia foram passos fundamentais. Agora, com essa Lei de Incentivo Fiscal, damos condições reais para que o setor produtivo cresça e se consolide como base da economia de Roraima”, afirmou.

O deputado Lucas Souza reforçou a importância do setor primário para a sustentabilidade financeira do Estado.

“Hoje, se o governo consegue investir em concursos públicos, escolas, hospitais e valorização dos servidores, é porque o setor produtivo não parou. Essa lei reconhece o papel de quem produz e gera riqueza em Roraima”, disse.

Representando a indústria, a presidente da Fier, Izabel Itikawa, avaliou a sanção como um marco para o fortalecimento do ambiente de negócios.

“Esse é um momento especial. A Federação das Indústrias está à disposição para que Roraima se torne cada vez mais forte, com uma indústria competitiva e valorizada”, declarou.

O vice-governador Edilson Damião ressaltou que a nova lei corrige distorções históricas e reflete o novo momento vivido pelo Estado.

“Hoje colocamos em pé de igualdade os produtos feitos aqui com os que vêm de fora. Roraima deixou de ser o Estado do contracheque e passou a ter identidade produtiva, com um setor agroindustrial forte e competitivo”, afirmou.

A Sefaz terá até 30 dias para concluir os estudos técnicos e publicar a lista das mercadorias que não terão direito ao crédito fiscal presumido do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), conforme previsto na nova legislação. A expectativa do Governo é que a medida fortaleça as cadeias produtivas regionais, amplie o abastecimento do mercado interno com produtos locais e gere mais emprego e renda para a população.

João Paulo Pires

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