
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 1º DP (1º Distrito Policial), concluiu nesta semana um inquérito policial e indiciou quatro pessoas por envolvimento em uma série de furtos qualificados praticados contra um mercado autônomo 24 horas, localizado no bairro Caçari, em Boa Vista.
O grupo, composto por M.E.S.S., de 18 anos, J.K.S.F., de 26 anos, R.G.M.A., de 19 anos, e J.M.F.S., de 18 anos, causou prejuízo superior a R$ 700 ao estabelecimento após executar diversas ações criminosas mediante fraude tecnológica e atuação conjunta.
De acordo com o delegado titular do 1º DP, Pedro Ivo Oliveira Andrade, as investigações tiveram início após o registro de Boletim de Ocorrência pelo proprietário do estabelecimento, que identificou divergências durante auditorias internas realizadas entre os dias 27 de fevereiro e 5 de março deste ano.
Segundo ele, o mercado operava em sistema de autoatendimento integral, sem funcionários presenciais, circunstância explorada pelos investigados para a prática reiterada dos crimes.
Conforme o delegado, os suspeitos utilizavam os terminais de pagamento para registrar apenas produtos de baixo valor, como doces de R$ 2,50, simulando compras legítimas, enquanto subtraíam diversas mercadorias de maior valor econômico, entre bebidas, energéticos e gêneros alimentícios.
Durante a investigação, o delegado destacou que foram reunidos um robusto conjunto probatório, incluindo imagens de videomonitoramento interno, auditorias comerciais, registros de transações e conversas por aplicativo de mensagens, que comprovaram a dinâmica criminosa adotada pelo grupo.
Todos os investigados foram identificados, intimados e, em depoimento formal, confessaram participação nos furtos.
“A falsa percepção de anonimato em estabelecimentos autônomos precisa ser combatida com firmeza. Esses locais contam com tecnologia avançada, controle digital e rastreamento preciso. Toda ação criminosa deixa vestígios, e a Polícia Civil possui plena capacidade técnica e investigativa para identificar, responsabilizar e encaminhar os autores à Justiça”, destacou o delegado Pedro Ivo.
Ainda segundo o delegado, o caso não se trata de furto simples, mas de furto qualificado por fraude e concurso de pessoas, além de continuidade delitiva, em razão das sucessivas práticas criminosas cometidas nas mesmas condições de tempo, modo e execução.
Com a conclusão do procedimento, os quatro envolvidos foram formalmente indiciados com base no artigo 155, §4º, incisos II e IV, combinado com o artigo 71 do Código Penal Brasileiro. As penas podem variar de 2 anos e 4 meses a 13 anos e 4 meses de reclusão, além de multa.
O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário e ao MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), que dará prosseguimento à persecução penal.

