
A segunda unidade do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), localizada na rua Dorvalina Pessoa da Silva, nº 456, no bairro Jardim Tropical, zona Oeste de Boa Vista, amplia o acesso aos atendimentos especializados. O novo espaço, inaugurado quinta-feira, 12, vai beneficiar cerca de 400 crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), facilitando a rotina das famílias atendidas pelo programa.
A presidente do Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) e idealizadora do Teamarr, Angela Águida Portella (Progressistas), destacou que o novo endereço prioriza a acessibilidade e o conforto das famílias atendidas. Segundo ela, muitas crianças e adolescentes com TEA enfrentavam dificuldades para se deslocar até a antiga sede, não por questões financeiras, mas pelas próprias características do transtorno.

“O autista tem dificuldade de sair de casa, sensibilidade ao calor, à luz e ao barulho”, explicou. Para a parlamentar, a nova localização, mais próxima das residências dos beneficiários, deve reduzir o desgaste das famílias e garantir maior continuidade nos atendimentos. “Aqui, com certeza, elas vão conseguir trazer essa criança ou adolescente sem tantos transtornos”, afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), ressaltou que a criação e a expansão do Teamarr são resultados de um processo de escuta das famílias e de articulação institucional para transformar demandas sociais em políticas públicas efetivas. Segundo ele, a Casa identificou um grande número de mães que buscavam orientação especializada e apoio profissional para lidar com os desafios do autismo.

Para o presidente, a iniciativa tornou-se uma referência e deve inspirar novas ações em todo o estado.
“Queremos mobilizar não só a capital, mas também os municípios do interior, o governo estadual e toda a sociedade para construir políticas públicas de verdade, de respeito e valorização dessas famílias”, destacou.
Sampaio disse também que o objetivo é garantir qualidade de vida às pessoas com autismo e oferecer suporte adequado para que pais e responsáveis possam lidar com as necessidades específicas das crianças e adolescentes.

Mães destacam facilidade de acesso com nova unidade do Teamarr
Gabrielly Lucena, mãe do pequeno Felipe Lucena, de cinco anos, acompanha de perto cada evolução do filho desde o início dos atendimentos no Teamarr, quando ele tinha apenas dois anos. Diagnosticado com TEA nível 2 de suporte, o menino quase não falava ao ingressar no programa. Hoje, segundo ela, já consegue se comunicar, pedir o que deseja e se expressar através de pequenas frases, avanços que emocionam toda a família.
“Ele começou a pedir água, pedir as coisas, falar do jeito dele. Às vezes, a gente chorava em casa com cada evolução”, contou.
A mãe também relembra o peso do diagnóstico e os julgamentos enfrentados no dia a dia, especialmente ao perceber o afastamento de outras crianças, que muitas vezes não compreendem as diferenças do filho. Segundo ela, o preconceito aparece justamente nas interações mais simples, já que Felipe não brinca da mesma forma que a maioria das crianças da sua idade.
“Muita gente olha e diz que ele ‘parece normal’, mas não sabe da dificuldade que a gente passa”, relatou emocionada.
A mudança da unidade para a zona Oeste trouxe um alívio concreto à rotina da família. Moradora do bairro Jardim Tropical, Gabrielly percorria cerca de 40 minutos de bicicleta elétrica para chegar à sede do bairro São Francisco. Agora, com o atendimento praticamente ao lado de casa, ela descreve a sensação como um verdadeiro acolhimento.
“É uma bênção de Deus ter o Teamarr aqui perto. Foi um abraço no coração da gente que mora no bairro”, comemorou.

Moradora do bairro Senador Hélio Campos, Cristielle Maranhão acompanhou com expectativa a abertura da nova unidade do Teamarr na zona Oeste, onde aguarda vaga para iniciar o tratamento do filho, João Lucas, de três anos. Ela disse que conheceu o centro pelas redes sociais e vê na proximidade uma esperança concreta de acesso ao atendimento especializado.
“Fiquei muito feliz porque abriu esse prédio perto da minha casa, e estou com grandes expectativas para o desenvolvimento do meu filho”, comentou.
Para Cristielle, o principal desafio enfrentado pelas famílias atípicas é o custo elevado das terapias necessárias ao desenvolvimento das crianças. Segundo ela, atendimentos na psicologia, fonoaudiologia e terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada) são, na maioria das vezes, inacessíveis financeiramente. A possibilidade de atendimento gratuito, oferecido pelo Teamarr, representa alívio e esperança.
“Só quem é mãe típica sabe o quanto é caro uma terapia. Então, eu estou muito feliz. É muito bom ser assim, de graça para as crianças”, destacou.
Ampliação e serviços
A deputada Angela Águida Portella reconhece que a procura pelos serviços ainda é maior que a capacidade atual de atendimento, mas afirmou que a ampliação da rede já está em andamento. Segundo ela, a Assembleia Legislativa trabalha para viabilizar uma terceira unidade, com o objetivo de reduzir a fila de espera e alcançar mais famílias em diferentes regiões da capital. A parlamentar também destacou o apoio institucional recebido para a continuidade do projeto.
“Ainda temos uma fila aguardando, mas já estamos providenciando a terceira unidade. Tenho uma gratidão imensa ao presidente Soldado Sampaio pela sensibilidade em garantir condições para avançarmos na defesa dos direitos das crianças e adolescentes autistas e de suas famílias”, afirmou.
Sobre a nova estrutura na zona Oeste, a deputada explicou que o espaço oferecerá atendimento multidisciplinar completo, com terapias essenciais ao desenvolvimento dos pacientes. Entre os serviços estão psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento do sono, nutrição e assistência terapêutica baseada na ABA (Análise do Comportamento Aplicada. A unidade também deve ganhar, nas próximas semanas, novas atividades voltadas ao fortalecimento físico e à socialização, como natação e educação física adaptada, além da implantação de equoterapia.
“Essa ampliação reforça o nosso compromisso de levar atendimento especializado com mais acessibilidade e qualidade para quem mais precisa”, concluiu.

Sobre o Teamarr
O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), criado em 2022 por meio da Resolução nº 002/2023, integra o Programa de Atendimento Comunitário da ALERR. A iniciativa acompanha, instrui e sensibiliza os cidadãos sobre seus direitos sociais, promovendo cidadania e inclusão.
Entre as áreas especializadas disponíveis estão psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia, além de atividades coletivas como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Grupo de Habilidades Sociais e Emocionais e o Projeto Turistea. O espaço oferece acolhimento, terapias e orientações a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como capacitação a familiares e profissionais da saúde.
Boa Vista conta com duas unidades
A primeira unidade do Teamarr está localizada na avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco. E o novo centro foi aberto na rua Dorvalina Pessoa da Silva, nº 456, no bairro Jardim Tropical, zona Oeste da capital.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Contato: (95) 99129-7119
Call Center: 0800 006 0670
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