
O Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo em Roraima, realizou, no sábado, 7 de março, a interdição de uma pista de pouso clandestina localizada no interior da terra indígena Yanomami. Após o reconhecimento e a preparação da área, os militares utilizaram 400 kg de explosivos, estrategicamente distribuídos em oito pontos de detonação, impedindo o pouso e a decolagem de aeronaves no local.
O transporte da tropa e dos materiais para a área de operações contou com o apoio de uma aeronave UH-15 Super Cougar da Marinha do Brasil (MB) e um H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB).

Durante a ação, militares do Exército Brasileiro também realizaram a prisão de três suspeitos. Além disso, foram apreendidos uma espingarda calibre 28, 19 cartuchos de munição calibre 38 e cinco cartuchos calibre 28, quatro celulares, recipientes contendo combustível, equipamento conhecido como “maraca” (utilizado para drenagem de água em frente de lavra), tapete empregado na retenção de sedimentos no processo de extração mineral, um motor cilindro e duas motobombas.
Já no domingo, 8 de março, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), em coordenação com a Casa de Governo em Roraima, inauguraram a Base de Proteção Etnoambiental (BAPE) Pakilapi.

Com a inauguração da base própria da FUNAI, o comando da operação encerra o ciclo de ocupação temporária na área, transferindo à Fundação a responsabilidade pelas instalações.
A BAPE de Pakilapi atuará de forma estratégica no monitoramento territorial e na garantia dos direitos das comunidades indígenas da região, contando com o legado de segurança e infraestrutura básica estabelecido nos últimos meses pela operação.

