PCRR realiza busca e apreensão contra empresário por posse irregular de arma de fogo

O homem teve o registro de CAC cancelado pelo Exército Brasileiro e foi notificado para entregar duas armas de fogo, um revólver e uma carabina, o que não foi atendido pelo investigado. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 1º DP (Distrito Policial), cumpriu, nesta sexta-feira, 13, um mandado de busca e apreensão contra um empresário de 50 anos, por posse irregular de arma de fogo. A ação ocorreu no bairro Liberdade com objetivo de localizar armas de fogo que estariam em situação irregular.

Conforme o delegado titular do 1º DP, Pedro Ivo, o empresário teve o seu registro de CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) cancelado pelo Exército Brasileiro e foi notificado para entregar duas armas de fogo, um revólver e uma carabina, o que não foi atendido pelo investigado. Após o fim do prazo para a entrega do armamento e diante da ausência de resposta do ex-CAC, a Polícia Civil instaurou inquérito intimando-o para prestar esclarecimento.

“Mesmo devidamente intimado, o empresário ignorou as convocações e não justificou sua ausência. Com a inércia em atender à intimação policial, gerou-se a presunção de que o armamento estava em sua posse de forma irregular, criando um risco à segurança pública”, disse Pedro Ivo.

Durante a diligência, as armas não foram encontradas no local, e o empresário alegou que as armas já tinham sido entregues a órgãos de segurança (o que, até o momento, não foi comprovado), comprometendo-se a apresentar os comprovantes.

Diante dos elementos de informação colhidos, o homem foi denunciado pelo Ministério Público e responderá em liberdade por posse irregular de arma de fogo, conforme o Estatuto do Desarmamento.

O Delegado Pedro Ivo destaca a importância em atender a uma intimação e reforça o compromisso da Polícia Civil com a legalidade.

“Atender a uma intimação policial não é apenas um dever, mas uma garantia de defesa. O comparecimento à Delegacia é o momento oportuno para o cidadão apresentar sua versão dos fatos, fornecer documentos e esclarecer mal-entendidos, que podem evitar a representação por medidas mais invasivas, como buscas e prisões. Todavia, a Polícia Civil está totalmente comprometida com a legalidade de forma que, caso seja necessário, utilizará de toda a força estatal para fazer cumprir a Lei”, reforçou.

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