
A criação da primeira Universidade Federal Indígena (Unind) do Brasil foi concretizada nesta quinta-feira, 28, após a sanção pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em ato realizado no Palácio do Planalto, em Brasília-DF.
O então senador e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR) Mecias de Jesus, comemorou essa importante conquista para os povos originários de todo o Brasil, em especial de Roraima.
Mecias foi o autor do Projeto de Lei nº 3003/2023, que propôs a criação da Universidade Federal Indígena e destacou sua relevância no contexto de facilitar a inserção dos povos originários na educação superior.
Através de Requerimento da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) o seu PL tramitou conjuntamente com o Projeto de Lei nº 6132/2025, de autoria do Executivo, que foi aprovado e virou lei.
“O processo de expansão das instituições federais de educação é de extrema relevância para o desenvolvimento do Brasil, pois garante a ampliação do número de vagas, a diversidade de formações oferecidas, além de promover o desenvolvimento científico e tecnológico e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, disse.
Sobre a Unind
A Universidade Federal Indígena vai ter como objetivo ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária. Além disso, a instituição também deve produzir conhecimentos científicos e técnicos necessários para o fortalecimento cultural, a gestão territorial e ambiental e a garantia dos direitos indígenas, em diálogo com sistemas de conhecimentos e saberes tradicionais.
A Unind também tem como proposta valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas, promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem viver dos povos indígenas. Por fim, valorizar, preservar e difundir os saberes, culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.


