
A primeira edição do Cine Fest – Fronteira, Selva e Tela ocorre no dia 3 de outubro, a partir das 18h, no Estúdio Parixara, em Boa Vista (RR). Idealizado pela D’Luar Maged Productions / XtremeSolutions, o evento reúne exibição de curtas-metragens em uma noite dedicada ao cinema, à cultura e ao audiovisual. A entrada é gratuita.
Em sua primeira edição, o Cine Fest apresenta uma programação dedicada ao audiovisual e à diversidade de olhares sobre a Amazônia e a região de fronteira, fortalecendo o acesso à cultura e criando um espaço de convivência entre realizadores, público e comunidade.
Segundo a idealizadora, a artista indígena Wayüu Maga Jaya’aliyú (Maga), a proposta entende o cinema como uma ferramenta de pertencimento, memória e expressão cultural, especialmente em territórios onde o acesso às produções audiovisuais ainda é limitado.
“O festival nasce com o propósito de aproximar o cinema independente do público amazônico, reunindo filmes de diferentes realizadores e perspectivas sobre a Amazônia, os territórios de fronteira, a cultura, a identidade, a natureza e as experiências de seus povos. Com isso, buscamos transformar a tela em espaço de encontro, reflexão e valorização das narrativas produzidas e vivenciadas na região”, disse Maga.
Prémiere de Jayeechi II: Transcendental
O Cine Fest também destaca a valorização dos povos originários, das juventudes, das mulheres, das comunidades locais e das diferentes histórias que atravessam a fronteira amazônica. Tanto que a mostra vai contar com a estreia do curta-metragem de ficção “Jayeechi II: Transcendental”, dirigido e roteirizado por Maga.
Continuação de “Jayeechi: Canto para a essência do corpo, alma e mente”, lançado em 2021”, a narrativa acompanha uma mulher indígena Wayüu e xamã que, por meio da magia ancestral, transcende dimensões para resgatar uma cantora perdida no mundo espiritual. Durante a jornada, ela encontra uma nova comunidade, onde diferentes expressões artísticas e culturais se entrelaçam.
O Jayeechi, canto tradicional Wayüu, permanece como um dos elementos centrais da obra, que também incorpora o canto Wapichana. A produção retoma a relação entre ancestralidade, espiritualidade, música e identidade indígena e busca refletir sobre a preservação das culturas dos povos originários.
Parte das filmagens ocorreu na Comunidade Indígena Canauanim. O filme ainda será exibido no local em sessão pensada como retorno e agradecimento às pessoas que participaram e acolheram a produção. A data será divulgada em breve.
Confira todos os filmes que serão exibidos:
• Aventures Bresiliennes (2025), de Albert Knechtel e Sylvestre Campe — série documental de 2025 que acompanha o aventureiro franco-alemão Sylvestre Campe, conhecido como o “homem hélice”, explorando o Brasil a bordo de um paramotor.
• Meu nome é: Mulher (2026), de Wayüu Maga Jaya’aliyú— Videoarte gravado às margens do rio Branco, que propõe uma experiência audiovisual sensível e imersiva unindo poesia, dança, performance e a linguagem do cinema. O corpo feminino como um território de memória, presença e transformação.
• O Desprezo (2025), de Adriana Duarte — Curta-metragem de ficção do gênero comédia fantástica de 13 minutos, com fotografia em preto e branco, inspirada em clássicos do cinema mudo. Ambientado em Boa Vista, o filme apresenta Giselle que, por meio de pequenos movimentos, gestos e olhares, transmitirá ao espectador uma ampla gama de emoções.
• Imperceptível (2026), de Shanti Sai Moreno Brooks e Alan Delon Moraes de Souza — curta-metragem de ficção que apresenta Had, um homem que se torna invisível e passa a viver em conflito com as próprias escolhas e com as relações que deixou para trás. A narrativa explora as consequências dessa condição e as decisões tomadas pelo personagem ao longo da história.
• Jayeechi: Canto para a essência do corpo, alma e mente” (2021), de Wayüu Maga Jaya’aliyú—O canto sagrado da cultura Wayüuguia um reencontro ancestral no Mirante de Boa Vista, onde artistas mulheres buscam resgatar sua essência pós-pandemia. Conduzidas pela força de uma bailarina indígena e seus rituais tradicionais, elas unem música, dança e ancestralidade para trazer de volta uma voz perdida.
• Jayeechi II: Transcendental (2026), de Wayüu Maga Jaya’aliyú —amulher indígena Wayüu e xamã que, por meio da magia ancestral, transcende dimensões para resgatar uma cantora perdida no mundo espiritual. Durante a jornada, ela encontra uma nova comunidade, onde diferentes expressões artísticas e culturais se entrelaçam.
Mais informações sobre este e outros projetos podem ser obtidas pelos perfis no Instagram @jayeechi experience e @mageditspace_audiovisual.


