Aderr reúne órgãos estaduais para definir plano de erradicação do Moko da bananeira no sul de Roraima

Estratégia prevê atuação integrada entre instituições para conter doença que provoca perdas de até 100% na produção de banana em propriedades da região. – Fotos: Ascom | Aderr

A Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) reuniu, na tarde desta terça-feira, 28, representantes de órgãos estaduais para apresentar e pactuar o Plano de Ação de Erradicação do Moko da Bananeira nos municípios de Caroebe, São João da Baliza e São Luiz do Anauá. O encontro ocorreu na sede da Agência, em Boa Vista.

A estratégia busca definir as atribuições de cada instituição e estabelecer o cronograma de execução das ações previstas no plano, elaborado conforme a Instrução Normativa nº 17/2009, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, e a Lei Estadual nº 570/2026, de Defesa Sanitária Vegetal.

Participaram da reunião representantes da Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), da Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação), do Iater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural de Roraima), da Desenvolve-RR e técnicos da Aderr.

O Moko da bananeira, causado pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, está presente no sul de Roraima há cerca de três anos e provoca prejuízos significativos à produção. Em algumas propriedades, as perdas variam entre 60% e 100%, comprometendo a renda de centenas de famílias que dependem da bananicultura.

O presidente da Aderr, José Carlos, destacou que a atuação integrada é essencial para enfrentar a doença.

“O combate ao Moko da bananeira exige união de esforços. Nenhuma instituição consegue enfrentar esse desafio sozinha. Estamos construindo um plano integrado, com responsabilidades compartilhadas, para proteger a produção agrícola, preservar a sanidade vegetal e garantir melhores condições para os produtores rurais da região sul de Roraima.”

O diretor de Defesa Vegetal da Aderr, Marcos Evangelista, ressaltou que a efetividade da estratégia depende do comprometimento de todos os envolvidos.

“A erradicação do Moko passa pela adoção de medidas técnicas rigorosas, monitoramento permanente e conscientização dos produtores. Esta reunião é fundamental para alinhar as ações entre os órgãos parceiros e assegurar que o plano seja executado de forma coordenada e eficiente, reduzindo a disseminação da doença.”

Elias Venâncio

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