Agências da CAIXA em Boa Vista realizam atendimento em espanhol e línguas indígenas

Iniciativa amplia o acesso aos serviços bancários e fortalece a inclusão de imigrantes e povos originários. – Foto: Marcello Feliz | CAIXA

Boa Vista, capital de Roraima, é marcada pela diversidade cultural. Localizada na região Norte e fronteira com Venezuela e Guiana, a capital se destaca pela presença de povos originários e pelo acolhimento de migrantes, sobretudo venezuelanos. Nesse contexto, empregados da CAIXA passaram a oferecer atendimento bilíngue em espanhol e em línguas indígenas, como Wapichana e Macuxi, em algumas unidades do estado, como as agências Raiar do Sol e Asa Branca.

A iniciativa facilita o acesso aos serviços bancários a clientes que muitas vezes enfrentam barreiras de comunicação ao falar português. “Ainda hoje, por dia, existe uma média de 300 venezuelanos que entram no Brasil. Além disso, Roraima conta com mais de 100 mil indígenas”, explica a superintendente da CAIXA no estado, Fabiana Lima Barbosa.

O atendimento para indígenas é realizado na Agência CAIXA do bairro Raiar do Sol, onde são atendidas comunidades de diferentes etnias. A língua Wapichana é uma das mais faladas entre os povos originários de Roraima, com presença nas comunidades do entorno de Boa Vista e na fronteira com a Guiana. “Eu sou Wapichana e falo a língua, mas, se chega alguém falando Macuxi também consigo ajudar”, explica Erica Manduca, empregada CAIXA. “O que me motivou a atender os povos indígenas foi poder ajudá-los a ter acesso aos produtos do banco, trazendo mais inclusão social, e isso é uma grande alegria para mim”, finaliza a atendente.

Marcos é um dos clientes da CAIXA que contou com o atendimento bilíngue. “Ser atendido em uma língua indígena é muito gratificante, pois representa o cuidado com o nosso povo e a CAIXA tem esse cuidado com as diferentes etnias. Fiquei muito feliz por esse atendimento e ressalto a importância dele”, afirma o cliente e professor de línguas indígenas.

O atendimento em espanhol é oferecido na Agência CAIXA Asa Branca, com foco em imigrantes e refugiados, especialmente da Venezuela. Nos últimos anos, Boa Vista se tornou uma das principais portas de entrada para quem busca recomeçar a vida no Brasil.

“Eu sou cubano, então tenho o espanhol como minha primeira língua. Quem é estrangeiro, quando sai do seu país, é muito confortável que alguém fale sua língua para que a pessoa se sinta mais segura. Eu incentivo os migrantes a falarem em português, mas, quando não é possível, atendemos em espanhol, pois nossa intenção é sempre ajudar os clientes”, afirma o empregado CAIXA Edward Garcia, responsável pelo atendimento em espanhol.

Agência Asa Branca em Boa Vista (RR). – Foto: Adriana Esquivel | CAIXA

Um desses clientes é Manuel Fuentes, venezuelano e cliente CAIXA desde 2016. Foi no banco que ele encontrou acolhimento para iniciar sua vida financeira no Brasil. “Minha primeira abertura de conta foi em Pacaraima, cidade brasileira que faz fronteira com a Venezuela. Então, desde que cheguei ao Brasil, tenho a CAIXA como meu banco e sei que, quando você é atendido em espanhol, sente mais confiança ao se comunicar, porque no início a gente não entende direito o português”, explica o engenheiro eletricista.

A CAIXA valoriza a diversidade cultural do Brasil e busca adaptar seus serviços às necessidades das comunidades onde está presente. Iniciativas como o atendimento bilíngue são realizadas em algumas unidades, conforme a demanda local e a disponibilidade de profissionais capacitados que se prontificam a utilizar esse conhecimento. Essas ações refletem o respeito às tradições regionais e o compromisso de proporcionar uma experiência acolhedora aos clientes, sem representar uma obrigação para todas as agências.

Serviço

Atendimento em língua indígena (Wapichana)

Agência CAIXA Raiar do Sol – Rua Estrela D’Álva, 456

Atendimento em espanhol

Agência CAIXA Asa Branca – Avenida Ataíde Teive, 3997.

Os atendimentos ocorrem durante o horário de expediente bancário, com empregados capacitados para auxiliar clientes que falam pouco português ou preferem utilizar seu idioma de origem.

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