
O Governo de Roraima ampliou as ações de resposta aos impactos das fortes chuvas que atingem diversas regiões do Estado e já afetam cerca de 47 mil pessoas. A Operação Apoio Imediato envolve assistência humanitária, apoio logístico, transporte aéreo de emergência, monitoramento de áreas de risco e recuperação de acessos comprometidos pelas enchentes.
De acordo com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, os municípios mais afetados são Uiramutã e Normandia, com aproximadamente 16 mil pessoas impactadas em cada localidade, grande parte residente em comunidades indígenas. Em razão da situação, o Governo do Estado decretou emergência em Uiramutã, Normandia e Bonfim.
Além disso, as prefeituras de Rorainópolis e São Luiz do Anauá também decretaram situação de emergência, enquanto Alto Alegre, Amajari, Caroebe, Iracema, Mucajaí e São João da Baliza avaliam a adoção da mesma medida.
Para coordenar as ações, o Governo instituiu o Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, responsável pela Operação Apoio Imediato. A força-tarefa reúne órgãos como Casa Civil, Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros Militar de Roraima, Secretaria da Saúde, Secretaria dos Povos Indígenas, Secretaria de Infraestrutura, Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social e Fundação do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Ajuda humanitária chega às comunidades isoladas
Desde o início da operação, equipes estaduais têm atuado no envio de suprimentos às regiões mais afetadas.
No sábado (30), comunidades dos polos Santa Cruz, Serra Grande, Lameiro, Reforma e Macaco, em Normandia, receberam cestas básicas, filtros ecológicos para tratamento de água e água potável.
Já na madrugada deste domingo, 31, uma nova força-tarefa seguiu para Uiramutã transportando 800 cestas básicas, 200 filtros ecológicos e 3.600 litros de água destinados às comunidades isoladas pelas cheias.
A distribuição busca garantir o acesso à alimentação e à água segura em localidades onde as enchentes comprometeram estradas, vicinais e atividades de subsistência das famílias.
Resgates e apoio aéreo reforçam resposta emergencial
Além da assistência humanitária, o Estado mantém operações terrestres, fluviais e aéreas para atender moradores e equipes isoladas.
Em Bonfim, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros realizam o serviço de baldeação na Vicinal Jacamim. Em Normandia, o apoio ocorre nas comunidades indígenas Macaco, Serra Grande, Jiboia, Santa Cruz e Lameiro. Já em Uiramutã, a travessia de pedestres no rio Cambaru segue sendo realizada de forma assistida devido ao bloqueio total da via.
Na quinta-feira, 28, uma aeronave do Governo do Estado foi utilizada para retirar profissionais do Dsei (Distrito Sanitário Indígena) Leste que ficaram isolados pela cheia do rio Maú, em Normandia.
No dia seguinte, uma criança indígena vítima de acidente ofídico foi resgatada por helicóptero na comunidade Manalai, em Uiramutã, e encaminhada para atendimento especializado em Boa Vista.
Neste domingo, 31, o apoio aéreo também foi empregado para o transporte emergencial de uma criança com síndrome respiratória associada a quadro de diarreia, além do deslocamento de uma médica do Polo Base Serra do Sol, em Uiramutã.
A Casa Militar permanece com aeronaves mobilizadas para missões de reconhecimento, transporte de suprimentos e resgates em áreas de difícil acesso, especialmente nas 14 comunidades indígenas do Polo Base Serra do Sol, cujo acesso é exclusivamente aéreo.
Monitoramento e recuperação de acessos
O monitoramento das áreas afetadas ocorre de forma contínua. Atualmente, a Defesa Civil registra 21 pontos críticos ativos em diferentes regiões do Estado.
Entre os bloqueios totais estão a Vicinal Jacamim, em Bonfim; a Vicinal 21, em Cantá; as Vicinais 10 e 13, em Rorainópolis; a Comunidade Teso, em Normandia; e a ponte sobre o rio Cambaru, em Uiramutã.
Também há bloqueios parciais na vicinal de acesso à comunidade Leão de Ouro, na região do Ereu, em Amajari; no quilômetro 101 da BR-401, em Normandia; e na vicinal do Projeto de Assentamento Amajari.
As equipes do Governo seguem atuando na recuperação dos acessos, no levantamento dos danos causados pelas chuvas e na elaboração dos relatórios necessários para o reconhecimento federal da situação de emergência e eventual liberação de recursos para assistência e reconstrução das áreas afetadas.



