Após Linhão, senador Mecias de Jesus exige explicações do governo sobre aumento de 24% na conta de luz em Roraima

Líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus quer que o governo transforme os ganhos do Linhão em alívio real na conta de luz da população de Roraima. – Foto: Ascom Parlamentar

O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) apresentou requerimento ao Ministério de Minas e Energia (MME), exigindo do ministro Alexandre Silveira, informações detalhadas sobre o Reajuste Tarifário Anual 2026 da Roraima Energia, aprovado pela ANEEL em 20/01/2026, com efeito médio de 24,13% para os consumidores do estado.

“Roraima ficou décadas pagando caro por um sistema isolado e instável. Agora que estamos conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o consumidor precisa de transparência: o que pesou nesse reajuste e por quê?”, questiona o parlamentar.

Em comunicado oficial, a ANEEL informou que as novas tarifas passam a valer em 25 de janeiro e detalhou os índices: 22,69% para residencial (B1), 22,90% de aumento médio para baixa tensão, 28,93% para alta tensão, além do efeito médio total de 24,13%.

A Agência também apontou que o reajuste foi impactado principalmente por encargos setoriais, componentes financeiros (do ciclo vigente e do anterior) e despesas de transporte (transmissão).

No requerimento, protocolado na noite de ontem no Senado, Mecias pede que o MME explique, de forma objetiva, quais critérios técnicos, econômicos e regulatórios embasaram a decisão e como foram considerados os efeitos da energização do Linhão Manaus–Boa Vista, que promoveu a interligação definitiva de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O senador também questiona se o ministério avaliou alternativas de modulação, compensação ou diferenciação tarifária específicas para Roraima, levando em conta o histórico de isolamento energético e os impactos que a população enfrentou por décadas.

Em nota do MME, a pasta registra que a interligação ao SIN pode reduzir custos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) em R$ 540 milhões por ano (R$ 45 milhões/mês), pela menor necessidade de termelétricas.

Além disso, uma nota informativa da 306ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico em junho, aponta que o empreendimento garantiria economia de mais de R$ 1 bilhão por ano ao consumidor brasileiro e indica investimento total de R$ 2,6 bilhões.

“Se há economia reconhecida oficialmente com a interligação, a pergunta é simples: como isso não aparece de forma mais justa para quem mora em Roraima?”, questiona o senador.

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