
Nesta quinta-feira, 3, o Tribunal do Júri condenou Edilson Araújo Veras a 25 anos e 04 meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado, no contexto de violência doméstica e familiar.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Roraima (MPRR), Edilson não se conformava com a separação da ex-companheira, France Araújo Abreu.
O crime foi praticado na estrada que dá acesso à comunidade indígena Manoá, no município de Bonfim.
No dia 08 de janeiro de 2024, Edilson foi até a casa da vítima. De forma premeditada, imbuído de motivo torpe e em contexto de violência doméstica e familiar, com desprezo à condição do sexo feminino, decidiu tirar a vida de France. Ele deu dois tiros na vítima, que não resistiu e morreu no local, diante da mãe.
Edilson, que estava preso preventivamente, já iniciou o cumprimento da pena.
Para o Promotor de Justiça que atuou no Júri, Nedson Brilhante, o trabalho integrado entre as forças de segurança fez diferença nesse caso de grande repercussão no município. “A Guarda Municipal foi fundamental no atendimento inicial e na preservação do local, a Polícia Civil conduziu um inquérito técnico, célere e responsável, reunindo todas as provas necessárias, e o Ministério Público cumpriu seu dever constitucional de levar esse caso ao Tribunal do Júri e sustentar a acusação com a firmeza que ele exigia. Esse resultado é fruto desse trabalho integrado”, destacou o Promotor.
