Combate ao tabagismo: Sesau reforça ações de sensibilização e apoio para quem deseja parar de fumar

Campanha destaca os riscos do tabagismo e orienta a população sobre o acompanhamento profissional e o acesso ao tratamento pela rede pública. – Fotos: Ascom | Sesau

A Sesau (Secretaria de Saúde) reforça, durante o mês de agosto, as ações de sensibilização e combate ao tabagismo em Roraima.

A mobilização ganha destaque com a proximidade do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, e busca orientar a população sobre os riscos do cigarro e os serviços disponíveis para quem deseja abandonar o hábito.

A mobilização deste ano segue o tema definido pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), “Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar”, que aproxima a prevenção ao tabagismo da adoção de hábitos saudáveis, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens.

Para a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo, Beatriz Lima, as ações também têm o objetivo de mostrar que a dependência pode ser enfrentada com acompanhamento adequado.

“Todas as ações, tanto do Ministério da Saúde, do Governo Federal, do Estado, do município, têm o objetivo de reforçar que esse vício é possível de ser combatido, e que a gente consegue largar. Muitos pacientes acham que não conseguem, mas sim, é possível. Temos dados comprovados, cientificamente o tratamento é benéfico, é satisfatório.”

Além de prejudicar a capacidade cardiorrespiratória e o desempenho físico, o tabagismo está associado ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas. Dados do Inca apontam que, em 2024, a prevalência de adultos fumantes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal foi de 11,5%. Entre os homens, o índice foi de 13,9%, enquanto entre as mulheres foi de 9,5%.

Entre o público mais jovem, a prevenção também é uma preocupação. Segundo a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já ter experimentado cigarro alguma vez na vida.

Tratamento oferecido pelo SUS

Parar de fumar nem sempre depende apenas de força de vontade. A dependência provocada pela nicotina pode exigir acompanhamento profissional e, em alguns casos, medicamentos para auxiliar no controle dos sintomas da abstinência.

No SUS (Sistema Único de Saúde), o Programa Nacional de Controle do Tabagismo oferece cuidado às pessoas que desejam abandonar o uso de produtos derivados do tabaco e da nicotina. As ações incluem prevenção, promoção da saúde, acompanhamento e tratamento da dependência.

A Coordenadoria Geral de Assistência Farmacêutica da Sesau atua para contribuir com a disponibilidade dos medicamentos utilizados no tratamento nos municípios. Entre eles estão adesivos e gomas de nicotina, utilizados na terapia de reposição de nicotina, além da bupropiona, conforme avaliação e prescrição de profissional de saúde.

Segundo a coordenadora-geral de Assistência Farmacêutica, Monalisa Moraes, os medicamentos podem auxiliar no controle dos sintomas de abstinência e integram um tratamento que também envolve acompanhamento e orientação.

“Quando a gente fala em parar de fumar, é importante entender que não é simplesmente uma questão de força de vontade. A nicotina causa dependência e muitas pessoas precisam de apoio para conseguir abandonar o cigarro. Dentro do SUS, o programa de controle do tabagismo oferece acompanhamento aos pacientes e, quando necessário, também disponibiliza medicamentos para ajudar nesse processo.”

Monalisa orienta quem deseja parar de fumar a procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima e conversar com a equipe sobre o interesse em iniciar o tratamento.

“A mensagem mais importante é: quem quer parar de fumar não precisa fazer isso sozinho. O paciente pode procurar uma unidade básica de saúde mais próxima, conversar com a equipe e buscar o tratamento adequado. Quando uma pessoa decide parar de fumar, ela já está dando um passo muito importante pela própria saúde, e nós precisamos estar preparados para acolher, orientar e facilitar esse caminho”, acrescentou.

A atividade física também pode ser incorporada como estratégia complementar durante a cessação. De acordo com o Inca, exercícios como caminhada, corrida, dança, ciclismo e natação podem contribuir para reduzir a fissura e alguns sintomas da abstinência, além de melhorar o humor, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima.

Rayane Lima

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