Condenado a 10 anos por tráfico e associação para o tráfico de drogas é preso pela PCRR

R.A.S., de 47 anos, foi localizado e preso no bairro Jóquei Clube, em Boa Vista, em cumprimento a uma ordem judicial. – Foto: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual), cumpriu, nesta terça-feira, 15, um mandado de prisão contra R.A.S., de 47 anos, condenado pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas. O homem foi localizado e preso no bairro Jóquei Clube, em Boa Vista, em cumprimento à ordem judicial expedida após o trânsito em julgado da condenação.

O mandado foi expedido pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas do TJRR (Tribunal de Justiça do Estado de Roraima). A condenação transitou em julgado em setembro de 2025. A prisão foi realizada sob a coordenação do delegado titular da Polinter, Vinicius Gonçalves.

Investigação – O crime que resultou na condenação ocorreu em 17 de dezembro de 2015, quando R.A.S. foi preso em flagrante por agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), juntamente com outras duas pessoas.

A investigação teve início após os policiais receberem informações de que um carregamento de drogas seria transportado de Manaus, no Amazonas, para Boa Vista. Durante as diligências, a equipe passou a monitorar um dos suspeitos e identificou uma intensa movimentação em uma oficina apontada como pertencente aos envolvidos.

Durante as buscas no local, os policiais encontraram um pacote contendo cocaína escondido no forro do porta-malas de um veículo. Em outro automóvel, de propriedade de R.A.S., foi localizada uma pequena porção de cocaína sobre o tapete do lado do motorista.

Paralelamente, outra equipe policial abordou os outros dois envolvidos e realizou buscas em um apartamento. No imóvel, foram encontradas duas pequenas porções de entorpecente dentro de um forno micro-ondas e outro pacote de cocaína sobre uma escrivaninha, na sala.

Conforme descrito na denúncia, foram apreendidos mais de dois quilos de cocaína em pó, distribuídos em diferentes invólucros, além de materiais que, segundo a investigação, poderiam ser utilizados para aumentar a quantidade da droga e uma balança digital de precisão.

Ainda segundo a denúncia, um dos comparsas declarou à autoridade policial que havia comprado em Manaus um dos pacotes de cocaína por R$ 15 mil. Ele informou que pretendia misturar a droga com maisena para aumentar o volume e, posteriormente, comercializá-la. O homem também afirmou que o entorpecente encontrado na oficina lhe pertencia e que havia sido adquirido da mesma forma.

Condenação – R.A.S. foi inicialmente condenado a 12 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 1.600 dias-multa, no valor mínimo legal.

Após recurso, a pena foi reduzida para 10 anos de reclusão, permanecendo o regime inicial fechado.

Para o coordenador, o cumprimento do mandado demonstra a continuidade do trabalho da Polícia Civil na efetivação das decisões judiciais.

“É mais uma prisão que demonstra a importância do trabalho integrado entre investigação e Justiça, garantindo o cumprimento de uma condenação definitiva”, destacou.

Após a prisão, R.A.S. foi encaminhado à sede da Polinter para a formalização dos procedimentos e, posteriormente, será apresentado à audiência de custódia.

Veja também

Topo