‘Day After’ da Copa nas empresas: como gerenciar o clima organizacional e reter o engajamento

Especialista da UniCesumar aponta ações práticas para mitigar a quebra abrupta de rotina e reter o senso de comunidade e coesão conquistados pelas equipes durante os jogos. – Foto: Ascom | Unicesumar

Com o encerramento da Copa do Mundo, a rotina nas empresas passa por uma quebra abrupta. Durante o torneio, os níveis de interação e o senso de comunidade aumentam, exigindo das equipes de Recursos Humanos uma estratégia clara para gerenciar o retorno à normalidade. Nesse momento, o desafio central das organizações é canalizar a coesão gerada nos jogos para as metas de negócios e mitigar a desmobilização da equipe.

Durante a competição, o ambiente de trabalho registra um impacto prático já que os colaboradores tornam-se mais comunicativos, trocam experiências e fortalecem conexões. Após a final, no entanto, é comum o surgimento de uma ‘ressaca pós-evento’. “A atitude saudosista observada nas equipes é uma resposta do cérebro para acomodar a quebra de rotina. As pessoas tendem a buscar maneiras de processar a frustração e a mudança de cenário. Nosso cérebro busca o que chamamos de acomodação para lidar com essa transição”, explica Elessandra Bassoli, professora de Psicologia da UniCesumar de Maringá (PR).

O senso de comunidade e a suspensão temporária de hierarquias, quando todos torcem juntos por um único objetivo, geram um nível de engajamento que raramente se repete no dia a dia corporativo. Contudo, a ansiedade gerada pelos jogos exige controle. A especialista aponta que o RH deve atuar de forma preventiva, estabelecendo regras, limites e responsabilidades claras sobre a rotina de trabalho durante e após os jogos, garantindo que a produtividade não sofra prejuízos.

Como os líderes podem estruturar o retorno à rotina e manter o foco em metas

Para aproveitar o clima de integração sem perder o foco nos resultados, a recomendação é estruturar ações de endomarketing. A aplicação de dinâmicas de grupo e treinamentos no período logo após os jogos encontra uma equipe com maior abertura e disposição. “Muitas empresas erram ao forçar o retorno à normalidade rígida apenas por obrigação ou porque outras organizações estão fazendo o mesmo. A transição deve ser intencional”, alerta a professora da UniCesumar.

Bassoli traça um paralelo direto entre um time de alto desempenho e uma equipe corporativa: o sucesso de ambos depende da clareza de papéis. “É preciso trabalhar a diversidade da equipe. Assim como no futebol, cada colaborador tem uma posição e precisa executar sua função com disciplina, técnica e dedicação. A vitória diária é a garantia de que cada um entregou o seu melhor”, pontua.

Para os líderes que buscam manter a sinergia a longo prazo, a psicóloga sugere a adoção de rituais de transição simples e aplicáveis. Entre as recomendações estão a criação de um “ranking de gentileza” no setor e a realização de rodas de conversa em pequenos grupos. Essas reuniões servem para o alinhamento de metas, escuta ativa sobre frustrações operacionais e troca de sugestões, mantendo o nível de coesão conquistado durante o campeonato.

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campus de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

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