Escritores de Roraima ganham destaque na Bienal do Livro de São Paulo 2026

Literatura roraimense marca presença em um dos maiores eventos literários do país e leva ao público nacional diferentes vozes, histórias e perspectivas da Amazônia. – Fotos: Divulgação

A literatura produzida em Roraima ganha espaço e visibilidade nacional durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que reúne escritores independentes de diferentes regiões do Brasil. Entre os dias 4 e 13 de setembro, autores roraimenses estarão presentes no espaço dedicado à produção independente, na rua J, estande 76, no pavilhão da Bienal.

Representando a literatura de Roraima, participam Pétira Santos, Willy Rilke, Márcia Iully, Maria do Carmo e Rômulo Sena. A presença do grupo reforça a diversidade e a força da produção literária amazônica, levando ao público obras, narrativas e perspectivas construídas a partir da realidade e da cultura de Roraima.

Entre os destaques está a escritora Pétira Santos, que terá uma programação especial ao longo da Bienal. A autora participará de exposição de poemas, lançamentos de antologias e de sua obra “Mistérios em Cores: O Legado Ancestral da Pedra Pintada”, além de integrar a programação “Melhores Poetas”. Segundo a autora, “O livro “Mistérios em Cores” conduz o leitor por uma aventura pelos lavrados de Roraima e aborda a memória dos povos originários, a identidade regional e a importância da preservação histórica, cultural e ambiental, valorizando narrativas indígenas e saberes ancestrais”, destacou.

A participação de Pétira também será marcada por reconhecimentos. No dia 6 de setembro, a escritora receberá o Prêmio Revelação Bienal 2026. Já no dia 12 de setembro, será homenageada com o Prêmio Mulher Destaque da Bienal 2026, em reconhecimento à sua contribuição para a literatura e sua atuação cultural.

Com diferentes trajetórias, obras e perspectivas, Pétira Santos, Willy Rilke, Márcia Iully, Maria do Carmo e Rômulo Sena levam para São Paulo a produção literária de Roraima, ajudando a ampliar os espaços de representação da literatura amazônica no cenário nacional.

Michel Sales

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