
O Festcine Saberes Amazônicos começa a tomar forma e a ocupar espaço no calendário cultural de Roraima. Mais do que um evento voltado à exibição de filmes, o projeto vem se consolidando a partir de uma rede de parcerias que aposta na formação, na troca de experiências e no fortalecimento da produção audiovisual local.
Na última semana, a comissão organizadora esteve reunida com a Secretaria de Estado da Educação e Desportos (Seed-RR), em um encontro que abriu caminho para a realização de oficinas de audiovisual em escolas de ensino médio em tempo integral, tanto na capital quanto no interior.
A proposta é envolver os estudantes desde o início do processo criativo. A ideia é que eles participem das oficinas, produzam seus próprios curtas e, ao final, vejam esse material sendo exibido durante a programação oficial do festival, no auditório do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF/UFRR). Com essas articulações, o Festcine Saberes Amazônicos começa a ganhar consistência e aponta para um caminho de integração entre educação, cultura e identidade regional, valorizando o olhar de quem vive e produz na Amazônia.

Para o curador do evento, o jornalista Éder Santos, essa aproximação com a rede de ensino é um dos pontos mais significativos do projeto. “Um festival de proporções nacionais também precisa passar pela formação. Quando o estudante participa, cria e se vê na tela, isso muda tudo. É outra relação com o audiovisual, mais próxima, mais real. É uma semente para novos realizadores, roteiristas e produtores”, afirmou.
Além das oficinas, a parceria com a Seed-RR também envolve apoio logístico, incluindo transporte para estudantes e familiares que tenham interesse em acompanhar a programação.
No interior, o movimento já começa a se refletir. Em Mucajaí (RR), professores e alunos da Escola Padre José Monticone manifestaram interesse em integrar as atividades, o que amplia o alcance do festival para além da capital.
Outro parceiro importante é o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima (CAp) UFRR), que deve contribuir com espaços e turmas para a realização das oficinas, reforçando o caráter formativo da iniciativa.
O festival também conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima (Secult-RR), que tem colaborado na estruturação do evento e na ampliação das ações previstas. “O apoio institucional faz diferença. O festival está sendo construído de forma coletiva, e isso fortalece o projeto e cria base para que ele continue nos próximos anos”, destacou Éder Santos.
A Associação Roraimense de Cinema (Arcine) também integra esse conjunto de parcerias, contribuindo com o diálogo entre os realizadores e com o fortalecimento do setor audiovisual no estado.
Para o curador, o Festcine nasce com uma proposta profissional mais ampla, que vai além da exibição. “O Festcine é um espaço de encontro. De quem faz, de quem quer aprender e de quem quer assistir. É sobre construir junto e dar visibilidade para as nossas próprias histórias”, disse.
O evento é realizado pela WR Comunicação e Marketing, com apoio institucional de entidades culturais, universidades, órgãos públicos ligados à cultura e aos povos indígenas, com fomento da Lei Paulo Gustavo.

