Folha de pagamento de Roraima fecha quadrimestre abaixo do limite prudencial da LRF, afirma Sampaio

Com índice de 44,89% da Receita Corrente Líquida, Estado mantém margem fiscal e afasta risco de atraso salarial. – Fotos: Ascom

Os servidores públicos estaduais podem ficar tranquilos quanto à regularidade do pagamento dos salários. Foi o que garantiu o governador Soldado Sampaio (Republicanos), durante entrevista à Rádio Folha, quando reforçou que não há risco de atraso salarial. Além disso, destacou que o cenário fiscal atual é muito diferente daquele registrado nos últimos anos.

“Quero dizer mais uma vez que vamos garantir o pagamento dos servidores em dia, efetivar as progressões e manter uma mesa permanente de negociação. O Governo do Estado manterá o diálogo permanente com as categorias. Nem tudo pode ser resolvido de uma vez, mas vamos avançar ano após ano na valorização dos servidores públicos”, afirmou.

Sampaio informou que a folha de pessoal do Governo de Roraima encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com comprometimento de 44,89% da Receita Corrente Líquida, percentual abaixo do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Conforme o governador, o resultado demonstra que o Estado está fora da zona de alerta fiscal e possui margem para honrar seus compromissos com o funcionalismo. Pela legislação, o limite máximo de despesas com pessoal do Poder Executivo é de 49% da Receita Corrente Líquida, enquanto o limite prudencial corresponde a 46,55%. Atualmente, Roraima mantém uma margem de 4,11 pontos percentuais em relação ao teto legal.

Segundo o governador, o equilíbrio fiscal alcançado pela gestão permite tratar com responsabilidade pautas importantes para o funcionalismo, como progressões e reposições salariais previstas em lei.

“Fechamos o primeiro quadrimestre com 44,89% comprometido com pessoal. Isso nos deixa abaixo do limite prudencial e em uma situação completamente diferente do que aconteceu ano passado. Portanto, temos margem para garantir os direitos dos servidores e manter as contas públicas equilibradas”, destacou.

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