
O Governo de Roraima, por meio da PCRR (Polícia Civil de Roraima), realizou, nesta quinta-feira, 17, em Boa Vista, um treinamento para cerca de 25 peritos oficiais criminais do ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida). A ação integra as ações alusivas ao Dia Estadual da Perícia Oficial de Natureza Criminal em Roraima, celebrado no mesmo dia.
A atividade ocorreu das 8h às 13h30 e apresentou o uso do Forenscope CSI-Pro3 Smartphone, tecnologia adquirida pelo Governo do Estado para auxiliar nas buscas, revelação e documentação fotográfica de vestígios biológicos em locais de crime e laboratórios forenses. A tecnologia utiliza diferentes comprimentos de onda para tornar visíveis evidências que não podem ser identificadas a olho nu ou sob iluminação comum.
Ao todo, a PCRR recebeu três equipamentos, acompanhados de softwares específicos para as atividades de perícia criminal. O investimento é de aproximadamente R$ 500 mil.

Para a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, a aquisição representa os investimentos em tecnologia destinados ao fortalecimento das atividades policiais.
“São investimentos importantes em tecnologia para fortalecer o trabalho da Polícia Civil. Esses equipamentos permitirão um registro mais detalhado dos locais de crime e darão aos peritos melhores condições para analisar os vestígios e contribuir com a investigação criminal”, destacou.
Tecnologia amplia identificação de vestígios
A chefe do Instituto de Criminalística, perita oficial criminal Érica Veras, explica que o equipamento reúne recursos que ampliam a capacidade de identificação e documentação de evidências encontradas nos locais examinados pela Perícia Oficial e de vestígios encaminhados aos laboratórios de papiloscopia, biologia e genética forense.
“O equipamento vai facilitar o trabalho da Perícia Oficial, principalmente em casos de morte violenta, utilizando diferentes comprimentos de onda, como luz branca, ultravioleta e azul, para tornar visíveis evidências que não podem ser identificadas a olho nu. Também poderá auxiliar na identificação de vestígios biológicos e impressões digitais tanto no local de crime quanto nos laboratórios forenses, proporcionando um registro fotográfico de maior qualidade sem destruir a prova material, pois não utiliza reagentes químicos destrutivos”, explicou.
Segundo a perita, a tecnologia também poderá ser utilizada em ocorrências de arrombamento e furto qualificado, contribuindo para uma documentação mais precisa dos locais e dos vestígios encontrados.

O treinamento foi ministrado pela empresa responsável pelo fornecimento da tecnologia e abordou as funcionalidades do equipamento, os recursos disponíveis e suas possibilidades de aplicação nos exames periciais.
Além dos peritos oficiais criminais da especialidade de criminalística, participaram da atividade a diretora do Departamento de Identificação Civil, Giane Delgado Gomes; a perita-chefe do Instituto de Identificação, Andrea Cristina Sant’Ana; o chefe em exercício do Instituto de Medicina Legal, Gilberto Carvalho; e o perito-chefe do Núcleo Regional de Perícia Forense, Adriano Matheus.

Para Adriano Matheus, a ferramenta deve contribuir para a qualidade da documentação produzida pela perícia e fornecer informações complementares às investigações.
“A tecnologia vai auxiliar na captação de imagens de vestígios visíveis e latentes, contribuindo para melhorar a qualidade dos laudos periciais e também para a investigação criminal. O treinamento é fundamental para que os profissionais conheçam todos os recursos e possam utilizar o equipamento da melhor forma”, afirmou.

