Homem é preso por violência doméstica em menos de 24 horas após decretação de prisão preventiva

O venezuelano D.E.V.P., de 29 anos, investigado por violência doméstica, ameaças de morte, danos ao patrimônio e descumprimento de medidas protetivas de urgência contra sua ex-companheira, de 45 anos. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), cumpriu nesta quarta-feira, dia 3, no bairro Alvorada, um mandado de prisão preventiva contra o venezuelano D.E.V.P., de 29 anos, investigado por violência doméstica, ameaças de morte, danos ao patrimônio e descumprimento de medidas protetivas de urgência contra sua ex-companheira, de 45 anos. A captura ocorreu em menos de 24 horas após a expedição da ordem judicial e integra as ações da Operação Mulher Segura, coordenada nacionalmente pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher.

As investigações vinham sendo conduzidas pela delegada Carla Gabriella Paulain, responsável pelo inquérito policial. Após a decretação da prisão pelo Poder Judiciário, equipes da SIOP (Seção de Investigação e Operação) da DEAM iniciaram imediatamente diligências e levantamentos investigativos que resultaram na rápida localização e captura do investigado.

Segundo a delegada, a atuação integrada entre Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário foi fundamental para impedir a continuidade das agressões e assegurar a proteção da vítima.

“Trata-se de um caso marcado por sucessivos episódios de violência e pelo descumprimento reiterado de medidas protetivas. A rápida atuação das instituições permitiu retirar esse agressor do convívio social e garantir maior segurança à vítima. A Lei Maria da Penha dispõe de mecanismos importantes de proteção, e nossa missão é assegurar que eles sejam efetivamente cumpridos”, destacou.

A prisão foi decretada pelo Poder Judiciário após pedido formulado pelo MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), diante da gravidade dos fatos apurados durante a investigação e do risco concreto à integridade física da vítima.

O caso é acompanhado pela DEAM há vários anos e já resultou na concessão de medidas protetivas em diferentes ocasiões, diante da reincidência das condutas praticadas pelo investigado.

Histórico de violência

A investigação conduzida pela DEAM revelou que a vítima conviveu com o investigado por aproximadamente seis anos. O relacionamento chegou ao fim há cerca de três meses, mas, segundo apurado pelos policiais, o suspeito não aceitava o término e passou a intensificar ameaças, perseguições e episódios de violência.

O histórico de agressões já era conhecido pelas autoridades. Ao longo dos últimos anos, a vítima precisou recorrer ao sistema de proteção em diferentes ocasiões, obtendo medidas protetivas de urgência nos anos de 2021, 2025 e 2026. Além disso, o investigado responde a uma ação penal decorrente de fatos anteriores relacionados à violência doméstica.

Durante as diligências e oitivas realizadas pela equipe policial, foram reunidos elementos que apontam sucessivos descumprimentos das determinações judiciais. Em um dos episódios mais graves, o investigado teria agredido a vítima com socos e empurrões, arrastando-a pelos cabelos dentro da residência e proferindo ameaças de morte.

As investigações também apontam que, há cerca de 20 dias, o suspeito invadiu a residência da vítima e danificou diversos bens. Já na madrugada do último dia 24 de maio, ele voltou ao local e, após ter a entrada negada, tentou invadir o imóvel pela porta e por uma janela. Sem conseguir entrar, acabou causando danos ao aparelho de ar-condicionado da residência.

De acordo com a delegada, a sequência de agressões, ameaças, perseguições e violações das medidas protetivas demonstrava um cenário de risco elevado para a vítima, o que fundamentou o pedido e a posterior decretação da prisão preventiva.

Procedimentos

Após ser localizado e preso, D.E.V.P. foi conduzido à DEAM, onde teve a prisão formalizada. Ele será apresentado em audiência de custódia nesta quinta-feira, dia 4.

O inquérito policial segue em fase de conclusão e será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Por fim, a delegada reforçou a importância da denúncia para interromper o ciclo da violência doméstica e garantir a proteção das vítimas.

“É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas. A Polícia Civil está preparada para acolher, orientar e adotar todas as medidas legais necessárias para protegê-las. Quanto mais cedo a vítima buscar ajuda e denunciar as agressões, maiores são as chances de interromper esse ciclo de violência e evitar situações ainda mais graves”, ressaltou.

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