Integrantes do Conviver visitam o museu de geociências da UFRR e aprendem sobre o solo roraimense

O local contém variada coleção de minerais e rochas do território roraimense. – Fotos: Semuc | PMBV

“As pedras são pequenas páginas do livro chamado Planeta Terra”. Essa foi uma das reflexões compartilhadas com os integrantes do Projeto Conviver durante a visita guiada ao Museu de Geociências (MuGeo) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), nesta quinta-feira, 15. No local, os jovens conheceram o trabalho desenvolvido na área e parte da coleção de rochas e minerais encontrados no território roraimense.

O professor Dr. Jackson Paz, do curso de Geologia, conduziu o grupo pela exposição e apresentou aspectos relacionados à formação do solo e às características dos materiais presentes no acervo. Segundo ele, a visita também permite aproximar a comunidade das pesquisas e atividades desenvolvidas na universidade.

“Além do ensino, as universidades possuem o papel social, que chamamos de extensão, além da pesquisa. Então, todos os saberes criados por esses três pilares não podem ser guardados. Devem ser levados à população. Com a vinda ao museu, os conhecimentos são despertados, podendo contribuir para a construção do futuro. O museu é uma ferramenta para a educação geocientífica do estado”, disse.

Novas descobertas e planos para o futuro

As irmãs Kemilly e Kristiane Barros, de 15 e 17 anos, participam do Conviver há cerca de um ano. A visita despertou diferentes interesses nas duas: enquanto Kemilly passou a considerar a Geologia como possibilidade de carreira, Kristiane encontrou uma oportunidade de ampliar o que já havia aprendido na escola.

A diversidade de áreas de atuação da Geologia chamou a atenção de Kemilly, que reconheceu no acervo uma rocha semelhante à que ganhou da mãe. A experiência reforçou seu interesse em seguir carreira na área.

“Sempre gostei de rochas e minerais. Tenho uma que ganhei da minha mãe. Inclusive, eu vi que o mesmo tipo está exposto no museu. O professor explicou sobre ela, qual é o tipo, quando elas se formaram e outras informações sobre. Agora essa rocha ganhou um valor a mais para mim. Com esse interesse por geologia e a vinda ao museu, penso em cursar e trabalhar na área”.

Já Kristiane, de 17 anos, ingressou no projeto social em busca de oportunidades para seu desenvolvimento pessoal e para o futuro. Para ela, a atividade complementou os conteúdos estudados em sala de aula e trouxe novas descobertas sobre as características geológicas de Roraima.

“Eu tive o interesse de entrar, pois vi que o Conviver poderia trazer muitos benefícios para mim e o meu futuro. Um deles é construir conhecimento. Então, gostei muito do museu. Foi muito interessante saber dos tipos de pedras, formação das terras do nosso estado e outros. Uma parte, eu já sabia devido à escola e aprofundei, além disso conheci coisas novas também”, completou.

Karol Holanda

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