
O Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participou, nesta sexta-feira, 15, da Operação “Caminhos Seguros”, na Rodoviária Internacional de Boa Vista, local considerado estratégico pelo intenso fluxo de pessoas e por integrar rota relacionada ao tráfico humano.
A ação ocorre em nível nacional e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com foco no combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes, em alusão ao Maio Laranja. Neste ano, a operação mobiliza forças policiais de todo o país para prisões, fiscalizações e atividades educativas, como panfletagem e divulgação de informações.

O coordenador do projeto Educar é Prevenir, do PDDHC, Glauber Batista, ressaltou a importância da parceria entre instituições em campanhas de conscientização e prevenção.
“Nossa missão é levar informação aos passageiros. Existe muito aliciamento também na rodoviária, que é um ponto focal nessa questão da exploração. O PDDHC já atendeu mais de 45 pessoas vítimas desse tipo de crime. A maioria dos casos foi resolvida e encaminhada aos órgãos competentes”, destacou.

Conforme a inspetora Verônica Cisz, chefe regional do setor de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Roraima, o foco da operação em 2026 é intensificar a prevenção e mapear pontos das rodovias relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.
“Posteriormente, fazemos a parte repressiva, quando verificamos estabelecimentos mapeados que possam ter esse tipo de exploração, além do resgate dessas crianças e adolescentes. Neste momento, estamos junto com outras instituições para ensinar, alertar e fazer de tudo para que essas vítimas, que já são naturalmente vulnerabilizadas, tenham a proteção devida”, explicou.

O professor Rosivaldo Ferreira aprovou a iniciativa e destacou a importância de ampliar ações como essa ao longo do ano.
“Esse é um trabalho excelente. Acredito que o governo deveria investir mais em atividades assim. Infelizmente, em pleno 2026, ainda ocorrem casos e muitas pessoas não sabem. Então, é uma ação pertinente, importante e que deve perdurar durante todo o ano”, afirmou.
Canais de denúncia
Para denunciar violações de direitos humanos, a população pode procurar atendimento na sede do Programa, localizada na Rua Coronel Pinto, nº 524, Centro, de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Também estão disponíveis o telefone (95) 98402-1493 e os e-mails programapdhc@gmail.com e traficodepessoas.rr@gmail.com.
Há ainda os canais Disque 100 e Disque 180; o 181 da Polícia Civil; o número 3621-1515 da Polícia Rodoviária Federal; e a plataforma on-line do Sistema IPÊ – Trabalho Escravo.

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