Intercâmbio: PCRR fortalece cooperação nacional no combate aos crimes cibernéticos

A Rede Ciber fortalece a troca de informações e a realização de investigações conjuntas. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DERCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), participou do 1º Encontro Nacional da Rede de Enfrentamento aos Crimes Cibernéticos (Rede Ciber), realizado entre os dias 7 e 9 de outubro, em Brasília (DF).

Representaram a instituição o delegado da unidade especializada, Eduardo Alves Patrício, e o oficial investigador de polícia Ítalo Henrique. O encontro reuniu forças de segurança, instituições financeiras, plataformas digitais e organismos internacionais para fortalecer a cooperação e aprimorar as estratégias de investigação de crimes praticados pela internet.

Promovido pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), por meio do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas), o evento ocorreu na sede do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e proporcionou o intercâmbio de conhecimentos técnicos, experiências e práticas investigativas entre instituições que atuam no enfrentamento aos crimes cibernéticos.

Para o delegado Eduardo Alves Patrício, a integração entre as forças policiais é fundamental para enfrentar delitos que ultrapassam os limites territoriais dos estados.

“Os crimes cibernéticos não respeitam fronteiras. A vítima pode estar em Roraima, enquanto os responsáveis atuam em outros estados. A Rede Ciber fortalece a troca de informações e a realização de investigações conjuntas, contribuindo para uma atuação policial mais ágil e eficiente”, destacou.

A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda do Carmo, também ressaltou a importância da participação dos policiais de Roraima para o fortalecimento da cooperação entre as unidades especializadas.

“Esse intercâmbio amplia a integração com as polícias de outros estados, permite compartilhar experiências e contribui para o aprimoramento das técnicas investigativas. O enfrentamento aos crimes cibernéticos exige cada vez mais cooperação e atuação coordenada entre as instituições de segurança pública”, afirmou.

A programação incluiu debates sobre fraudes eletrônicas, cooperação com instituições financeiras e plataformas digitais, investigações envolvendo criptoativos e apostas on-line, uso de inteligência artificial na investigação criminal, técnicas de investigação em fontes abertas e preservação da cadeia de custódia de evidências digitais, procedimentos necessários para garantir a integridade e a validade das provas.

Também foram abordadas a capacitação de policiais, a padronização de protocolos investigativos e a modernização tecnológica das unidades especializadas, além de investigações de crimes relacionados ao tráfico de drogas pela internet, com participação de organismos internacionais.

Representantes de empresas como Google, Meta, Telegram e Mercado Livre, além de instituições financeiras, participaram das discussões sobre o aprimoramento dos canais de cooperação com as forças de segurança. A aproximação busca facilitar o intercâmbio de informações relevantes para as investigações criminais, observados os procedimentos legais.

Ana Karoline

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