
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Delegacia de Polícia de Pacaraima, cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 14, um mandado de prisão preventiva contra M.S.A., de 33 anos, investigado por estupro de uma mulher de 35 anos, ocorrido em maio deste ano, durante uma festividade na Comunidade Indígena do Contão, zona rural de Pacaraima. A ordem judicial foi expedida após representação do delegado Arthur França Henrique, com base nos elementos reunidos durante a investigação.
Segundo o delegado, a vítima conhecia o investigado, pois ambos moravam na mesma comunidade. Conforme os relatos apurados, a mulher teria ficado inconsciente após consumir bebida alcoólica e, nessa condição, teria sido levada para um local afastado, onde teria ocorrido a violência sexual.
De acordo com o delegado, a investigação também busca esclarecer a possível participação de outro indivíduo no crime. As diligências continuam para aprofundar a análise dos elementos probatórios e esclarecer todas as circunstâncias do caso.
O delegado explicou que, durante a apuração, também foram identificados registros de procedimentos anteriores envolvendo o investigado, relacionados a fatos distintos. Entre eles, consta uma investigação referente a outro suposto estupro, ocorrido em fevereiro de 2025, envolvendo uma vítima diferente. Conforme o levantamento, essa apuração anterior já havia sido submetida ao conhecimento do Poder Judiciário.
Ainda conforme Arthur França, há registros de duas prisões em flagrante por posse irregular de arma de fogo, ocorridas em abril e maio de 2025, durante diligências policiais realizadas no contexto de investigações sobre crimes sexuais na Comunidade do Contão.
Os procedimentos também reuniram relatos de lideranças comunitárias sobre supostas ameaças e intimidações na região.
Segundo o delegado, essas informações foram analisadas em conjunto com os elementos específicos do caso atual para fundamentar a representação pela prisão preventiva. A análise também considerou o risco de reiteração delitiva e a necessidade de resguardar o andamento das investigações. Ele ressaltou, porém, que os registros anteriores dizem respeito a fatos distintos e não representam, por si só, condenações criminais.
O pedido de prisão preventiva foi acolhido pelo Poder Judiciário, que decretou a medida cautelar. O mandado foi cumprido pela equipe policial na Comunidade Indígena do Contão.
“Nosso trabalho é apurar cada caso com responsabilidade, reunir os elementos necessários e adotar as medidas legais cabíveis. Em situações de violência sexual, é fundamental proteger a vítima e aprofundar as investigações para esclarecer os fatos”, destacou Arthur França Henrique.
O delegado informou que as diligências prosseguem para esclarecer integralmente o crime e verificar eventual participação de outras pessoas.
O investigado será apresentado nesta quinta-feira, 15, na Audiência de Custódia.
