Jiu-jitsu: Águia Norte Team fecha Prêmio Open em terceiro lugar com apenas uma academia participante

Equipe de jiu-jitsu de Roraima garante posição no pódio geral após quatro etapas da competição, mesmo sem participação das filiais do interior. – Fotos: Ascom | Águia Norte Team

A Águia Norte Team encerra o Prêmio Open de jiu-jitsu na terceira colocação da classificação geral das academias. A competição, considerada uma das principais do calendário da arte suave em Roraima, é disputada em quatro etapas, com a última realizada no mês de janeiro.

A equipe soma 984 pontos ao final das quatro fases e fica atrás apenas da RR Top Team, campeã geral com 1999 pontos, e do CT Sandro Serra, vice-campeão com 1186 pontos. O resultado coloca a Águia Norte Team à frente de academias que contam com maior estrutura e presença na capital.

A participação ocorre apenas com a academia matriz, localizada em Boa Vista. As filiais do interior não conseguem integrar as etapas por limitações financeiras relacionadas a transporte, hospedagem e logística. Mesmo com esse cenário, a equipe mantém presença contínua ao longo da competição.

Professor Kleyber Mota.

“Mesmo tendo apenas uma matriz em Boa Vista, somos um projeto com atletas preparados para enfrentar grandes equipes, tanto em qualidade quanto em quantidade. Hoje, nosso foco principal está na categoria kids, que tem conquistado destaque nas principais competições do estado”, afirma o professor Kleyber Mota.

Outro ponto que marca a campanha é a presença de apenas um atleta faixa preta representando a equipe nas quatro etapas. O próprio Kleyber Mota assume essa função. “Ficar em terceiro lugar ao lado das principais equipes do estado mostra que estamos entregando resultados. Não só em números, mas no impacto que o esporte gera na vida de cada aluno”, destaca.

Segundo o professor, o projeto completa seis anos de atuação no dia 10 de fevereiro e tem caráter social. “Somos uma equipe nova no jiu-jitsu. O maior resultado é a transformação que o esporte promove. Muitos atletas enfrentam medo, ansiedade e limitações ao competir. O jiu-jitsu ajuda a desenvolver confiança e a acreditar no próprio potencial”, explica.

As dificuldades para ampliar a participação das filiais do interior seguem como um dos principais entraves. “Temos filiais no sul do estado, em Caroebe, Entre Rios, São João da Baliza e Balizão, com mais de 100 alunos. O maior desafio é o apoio financeiro para o deslocamento. Precisamos, no mínimo, de dois ônibus e alimentação para os atletas”, relata.

Para o professor, o apoio de parceiros é decisivo para mudar esse cenário. “O que buscamos é apoio com transporte e suporte financeiro para que esses atletas possam participar das grandes competições estaduais e realizar o sonho de competir no jiu-jitsu”, conclui Kleyber Mota.

João Paulo Oliveira

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