Jovem artista plástica roraimense tem obras expostas na 1ª edição da Bienal de Arquitetura Brasileira

As obras da Alícia Bianca integram o pavilhão dedicado ao bioma Amazônia, representando o estado de Roraima, dentro do projeto “Casa-território: onde o rio, o céu e o lavrado habitam”. – Fotos: Arquivo Pessoal / Willamys Barros

A jovem artista plástica roraimense Alícia Bianca Fernandes Silva, 20 anos, acadêmica do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), está com suas obras expostas na primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB)

O evento reúne pavilhões dedicados aos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal, com projetos assinados por arquitetos e escritórios de diferentes regiões do país.

As obras da Alícia Bianca integram o pavilhão dedicado ao bioma Amazônia, representando o estado de Roraima, dentro do projeto Casa-território: onde o rio, o céu e o lavrado habitam, desenvolvido pela equipe formada pelos arquitetos e urbanistas: Rayesson Rocha, Estúdio Modullus e Jacquelinly Ramires.

Para compor o projeto arquitetônico foram selecionadas sete obras da artista:

Sinfonia dos elementos (2025)

Nervuras da folha (2025)

Desabrochar (2025)

Viagem ao Monte Roraima (2025)

A ferida de Kopenawa (2025)

Raízes (2025)

Damurida (2024).

Segundo Alícia, a parceria surgiu de forma espontânea, a partir de um primeiro contato com a equipe do projeto.

“Ao conhecer o projeto, fiquei encantada. Entrei em contato com a arquiteta Jacquelinly Ramires para parabenizar toda a equipe pelo trabalho incrível. A partir desse contato inicial, começamos a conversar sobre o projeto, os desafios enfrentados na montagem da estrutura e também sobre as parcerias que estavam sendo construídas.

Durante a conversa, Jacquelinly teve a oportunidade de conhecer meu trabalho por meio das minhas redes sociais e selecionou uma das minhas obras para apresentar à equipe. Pouco tempo depois, o arquiteto Rayesson Rocha visitou minha casa para conhecer de perto as minhas produções artísticas. Na ocasião, ele se mostrou bastante impressionado com as obras e indicou outras seis peças para serem avaliadas pela equipe do projeto.

Dias depois, para minha surpresa e alegria, recebi o convite para estabelecer uma parceria e levar sete obras para integrar o projeto” relata a artista.

Para Alícia, participar da Bienal representa um momento marcante em sua trajetória artística.

“É uma imensa alegria estar como artista plástica na primeira Bienal de Arquitetura Brasileira, ver a minha arte se unir a um espaço que valoriza a nossa região, cultura e raízes é a realização de um sonho e uma oportunidade valiosa de mostrar que a arte produzida no Extremo Norte do Brasil é potente, profissional e carrega uma identidade própria. É motivo de grande orgulho e celebração.”

A Bienal de Arquitetura Brasileira, estará aberta ao público no período de 25 de março a 30 de abril de 2026, no Parque Ibirapuera em São Paulo. Um evento cultural que celebra a produção arquitetônica nacional e busca aproximar a arquitetura da vida real. A iniciativa nasce com o propósito de democratizar o acesso à arquitetura no Brasil, apresentando-a como uma ferramenta prática, cultural e sensível para transformar o cotidiano.

Sobre a Artista

Artista plástica autodidata, nascida em Boa Vista (RR), Alicia iniciou na arte aos 12 anos. Atualmente, é acadêmica de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Roraima, além de atuar como artesã e modelo.

No decorrer de sua trajetória, desenvolveu diferentes técnicas e estilos, transformando a arte contemporânea em um processo criativo que conecta identidade cultural, memória afetiva e paisagem amazônica.

A artista já conquistou 19 premiações em concursos de desenho ao nível regional, nacional (São Paulo e Rio de Janeiro) e internacional (Portugal e Itália).

Suas obras já ilustraram o Estatuto da Criança e do Adolescente de Roraima em português e espanhol, além de livros de ficção e materiais editoriais.

Em fevereiro de 2025, realizou sua primeira exposição individual, intitulada “Identidade e Cultura: Roraima e suas Singularidades”.

Em abril de 2025, tornou-se a mais jovem roraimense imortal da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA), ao assumir a cadeira n.º 329.

Alícia Bianca Fernandes Silva é a mais jovem roraimense a ser agraciada com a comenda honorífica Medalha Pena de Ouro na categoria Criação Cultural e Artística, honraria concedida pela ALACA. A premiação ocorreu em 27 de outubro de 2025, na cidade de Manaus-AM.

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