Kathleen Manuela projeta temporada 2026 após ano histórico na Seleção Brasileira de Águas Abertas

A atleta amazonense, que defende a Aquática Marinho, de Roraima, vive a fase mais consistente e vencedora de sua trajetória esportiva. – Foto: Ascom | Aquática Marinho

A temporada de 2025 consolidou Kathleen Manuela como um dos principais nomes da natação em águas abertas do país. Aos 19 anos, a atleta amazonense, nascida e criada na Cidade Nova-Manaus, deixa a equipe Pedro Nícolas, do Amazonas, e passa a integrar a Aquática Marinho, de Roraima, movimento que acompanha a fase mais consistente e vencedora de sua trajetória esportiva.

O desempenho ao longo do ano passou por diferentes cenários e níveis de exigência. Kathleen participou de dois Training Camps de Águas Abertas da Seleção Brasileira, em Fortaleza, nos meses de janeiro e julho, reforçando a preparação técnica ao lado das principais promessas da
modalidade.

No cenário nacional, venceu a prova feminina absoluta de 2 km do Rio Negro Experience – Kambeba, confirmimou no Norte e Nordeste em provas de piscina e se tornaou multicampeã e recordista do Meeting Internacional das Fronteiras Norte, em Boa Vista.

O calendário internacional também marcou a trajetória da atleta em 2025. Kathleen integra a Seleção Brasileira de Águas Abertas no PanAquatics, em Medellín, na Copa Pacífico de Águas Abertas, em Salinas, no Equador, e no Sul Americano de Águas Abertas, no Rio de Janeiro.

O protagonismo se estendeu na piscina, com a medalha de bronze no revezamento 4×100 medley feminino da Copa Pacífico, disputada em Cochabamba, na Bolívia, vestindo a camisa do Brasil.

Em competições multidisciplinares, a atleta ampliou o repertório de conquistas. Faturou o título no revezamento do Aquathlon Naval e no revezamento do Guardiões da Amazônia, ambos em dupla com a corredora Ananda Catique.

No esporte universitário, sobe ao pódio do JUBS Praia com medalha de bronze, representando a Universidade Nilton Lins, onde cursa Ciências Contábeis. Os números da Copa Brasil de Águas Abertas reforçam a regularidade competitiva.

Ao longo de 2025, Kathleen somou 16 pódios de primeiro lugar geral e por categoria, além de sete segundos e sete terceiros lugares. O desempenho garante a liderança do ranking nacional na categoria júnior.

No mar aberto, escreveu um capítulo inédito para o esporte amazonense ao conquistar o título do revezamento 10 km do Rei e Rainha do Mar, em Copacabana, ao lado de Caio Arcos, tornando-se parte da primeira dupla do Amazonas a alcançar um pódio na competição.

Também fica com o vice-campeonato na prova individual de 3,5 km, sendo a primeira amazonense a subir ao pódio geral da disputa. O impacto dos resultados se traduz em marcas históricas.

Kathleen passa a ser a primeira atleta do Amazonas convocada para representar o Brasil, de forma contínua, em competições como PanAquatics, Copa Pacífico e Sul Americano de Águas Abertas. No âmbito estadual, estabeleceu recordes absolutos de Roraima nas provas de 400 metros livre, 800 metros livre e 1500 metros livre.

Com um ano de afirmação encerrado, a atleta direciona o foco para a próxima temporada. “Troféu eficiência na Copa Brasil, novas melhores marcas, recordes e quem sabe mais uma Seleção Brasileira”, afirma Kathleen ao projetar as prioridades para 2026.

O balanço do último ano também evidencia o que ficou pendente. “Ficou pendente o troféu eficiência na Copa Brasil, no qual eu seria bicampeã. Foi por bem pouquinho, então esse ano não escapa”, diz a atleta.

A avaliação da trajetória dentro da Seleção Brasileira aponta amadurecimento técnico e competitivo. “Eu tive uma evolução muito grande e consegui perceber isso do ano passado pra cá. Aprendi muito com as competições que nadei e espero cada dia evoluir mais”, afirma.

João Paulo Oliveira

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