
O Governo de Roraima realizará, entre os dias 12 e 18 de junho, uma ação de telemedicina voltada ao atendimento de pessoas neurodivergentes. A iniciativa ocorrerá no Ciapd (Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência) e disponibilizará cerca de 2 mil atendimentos especializados nas áreas de Psicologia, Neurologia e Psiquiatria.
Os atendimentos serão realizados nos períodos da manhã, das 8h às 12h, e da tarde, das 14h às 17h. Do total de vagas ofertadas, mil serão destinadas à Psicologia, 500 à Neurologia e 500 à Psiquiatria.
A ação tem como público-alvo usuários já atendidos pelo Ciapd, pessoas que aguardam acompanhamento especializado e pacientes encaminhados por instituições parceiras. A proposta é ampliar o acesso a consultas e avaliações, especialmente para famílias que ainda não conseguem atendimento regular, incluindo moradores do interior do Estado.
Segundo a coordenadora do Ciapd, Milva Monego, a iniciativa busca garantir acesso ao diagnóstico e aos encaminhamentos necessários para o acompanhamento adequado dos pacientes.
“Essas consultas possibilitam o encaminhamento e o acesso ao laudo, principalmente para crianças com autismo e também para adultos que necessitam desse diagnóstico. Com o laudo, a pessoa passa a ter acesso a direitos garantidos nas áreas da saúde, educação, transporte e inclusão social”, destacou.

Além dos atendimentos médicos, a programação contará com atividades lúdicas conduzidas pela equipe pedagógica do CAE (Centro de Atendimento Educacional Especializado de Boa Vista), vinculado à Seed (Secretaria de Educação e Desporto).
De acordo com o diretor da unidade, Ângelo Freire, as atividades têm o objetivo de tornar o ambiente mais acolhedor para as crianças e seus familiares durante o período de espera.
“A iniciativa contribui para reduzir o estresse das crianças, favorece a integração por meio de atividades educativas e oferece mais tranquilidade aos pais e responsáveis durante os atendimentos”, ressaltou.
A ação dá continuidade ao mutirão “Mãos que Fazem a Diferença”, realizado nesta semana, que identificou uma demanda reprimida de aproximadamente 3 mil mães e responsáveis à espera de consultas especializadas para pessoas neurodivergentes. A expectativa é reduzir essa fila e ampliar o acesso aos serviços de saúde especializados.

