Mulher é autuada em flagrante por homicídio qualificado em Boa Vista

V.R.J.S., de 39 anos, foi autuada pela PCRR pela morte de Carlinho do Nascimento Leandro, de 45 anos, ocorrida na noite desta terça-feira, 8, em um estabelecimento situado no bairro Alvorada. – Foto: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), autuou em flagrante V.R.J.S., de 39 anos, pela morte de Carlinho do Nascimento Leandro, de 45 anos, ocorrida na noite desta terça-feira, 8, em um estabelecimento situado na Rua Antônio Hilário da Silva, no bairro Alvorada, em Boa Vista. A ocorrência contou com a intervenção de testemunhas, o atendimento inicial da Polícia Militar e, na sequência, a atuação da equipe da DGH, que realizou as diligências, ouviu testemunhas e reuniu elementos para esclarecer a dinâmica do crime.

De acordo com o delegado da DGH, Carlos Henrique Freitas da Silva a investigação aponta que a acusada V.R.J.S., a vítima Carlinho do Nascimento Leandro e outras pessoas passaram parte do dia reunidos no estabelecimento, onde consumiam alimentos e bebidas alcoólicas. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil afirmaram que não presenciaram brigas ou agressões entre a investigada e a vítima antes do crime.

Segundo os depoimentos, corroborados pelas imagens do sistema de monitoramento do local, em determinado momento, V.R.J.S. teria anunciado que buscaria uma faca, ido até a cozinha e retornado com o objeto, passando a atacar Carlinho do Nascimento Leandro de forma repentina. As testemunhas relataram que a vítima foi surpreendida e não teve tempo de reagir ou se defender.

Durante o ataque, uma testemunha interveio, conseguiu desarmar a investigada e a manteve contida até a chegada da Polícia Militar. Outra testemunha recolheu a faca para impedir que fosse novamente utilizada. Uma terceira testemunha, registrou parte da ocorrência em vídeo.

Os policiais militares participaram do atendimento inicial da ocorrência. Logo em seguida, foram acionadas as equipes da DGH, da Perícia Criminal e do IML (Instituto de Medicina Legal).

A equipe da DGH iniciou imediatamente as diligências, acompanhou os trabalhos periciais, identificou e ouviu as principais testemunhas e realizou o interrogatório da investigada.

Ainda segundo o delegado, durante o interrogatório, V.R.J.S. afirmou que teria sido provocada pela vítima. Essa versão, contudo, não foi confirmada pelas testemunhas presenciais ouvidas durante o flagrante.

A investigação, de acordo com o delegado, também busca esclarecer a motivação do crime. V.R.J.S. mantém relacionamento há aproximadamente oito anos com o pai da vítima, que estava no local no momento dos fatos.

Após a análise dos elementos reunidos durante o atendimento da ocorrência e as diligências realizadas pela DGH, o delegado Carlos Henrique lavrou o APF (Auto de Prisão em Flagrante) pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal.

Segundo o delegado a atuação integrada foi importante para a rápida preservação dos elementos e esclarecimento inicial da ocorrência.

“A equipe da DGH atuou de forma célere e técnica, acompanhando a perícia e reunindo, ainda durante o flagrante, os principais elementos para esclarecer a dinâmica do crime. O trabalho investigativo prossegue para definir a motivação e esclarecer integralmente as circunstâncias do homicídio”, destacou.

Após os procedimentos legais, V.R.J.S., foi apresentada na Audiência de Custódia nesta quarta-feira, 9.

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