O cooperativismo como modelo de desenvolvimento econômico e social das comunidades

Do pioneirismo aos dias atuais, o Sicredi se consolida como institução financeira de crédito de suporte ao cooperativismo e ao desenvolvimento econômico e social no Brasil. – Fotos: Gilvan Costa

Em 1846, o administrador público alemão Friedrich Whilhelm Raiffeisen começa a desenvolver ideias cooperativas tendo em vista que a população de seu município passa por um momento de escassez e não se tem instituições financeiras que pudessem auxiliar aquela população nesse momento tão difícil. Assim nasce um modelo que leva o seu nome, Modelo de Cooperativismo de Raiffeisen, que é a base de constituição de cooperativas no mundo inteiro.

Mas, foi em 1885, com a chegada do padre jesuíta suíço Theodor Amstad, à região serrana na localidade conhecida como Linha Imperial, no Rio Grande do Sul, que o sistema de cooperativismo no Brasil começou a ser gestado.

No lombo de sua mula Diana, ele percorreu a região levando aconselhamento, conforto, educação, mas se deparou com uma população muito preocupada, que por adversidades e, mais uma vez não se tinham instituições financeiras que pudessem auxiliar. Padre Amstad, além de ter trazido todo o seu conhecimento religioso, também trouxe na sua bagagem o conhecimento do cooperativismo, que apresentou àquela população e, em 1902, reunindo produtores locais, fundou a primeira cooperativa de crédito do Brasil, a Caixa Rural de Nova Petrópolis, berço do cooperativismo no País.

Monumento aos pioneiros do cooperativismo.

Em um terceiro momento, no início da década de 1970, o sistema cooperativo brasileiro começa a ser fortalecido após a criação do regime jurídico das cooperativas de crédito, com a instituição da Lei 5764, de 1971, tendo como um dos seus percursores Mário Kruel Guimarães, que fazia parte do Ministério de Planejamento do então ministro Delphin Neto.

A partir dali, as cooperativas de crédito do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul começam a se organizar em centrais. Com a constituição de 1988, prevendo uma atuação ainda maior das cooperativas, com a restauração do sistema financeiro nacional, as cooperativas têm uma liberdade maior para a atuação em produtos e serviços. No início da década de 90, essas centrais nos estados citadas adotam para si a marca Sicredi (Sistema de Crédito) e, em 1995, nasce dentro desse sistema o banco Sicredi, com intuito de disponibilizar produtos e soluções aos associados com um custo de operação menor, pois antes essas transações e operações eram realizadas pelo Banco do Brasil.

César Gioda Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi.

De Nova Petrópolis, onde tudo começou com a Sicredi Pioneira, para se expandir por todo o Brasil, foram anos de aprendizado e evolução, partindo do agronegócio até chegar a diversos outros setores da economia e da sociedade, conforme explica César Gioda Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi.

“Em 125 anos, nos últimos 20, foi aberto para essa livre admissão de associados, como parte da nova cultura, tanto de crescimento, de atendimento muito no interior, crescendo ativamente com o produtor rural. Essa origem do agro é muito forte, é nosso DNA até hoje, mas ela ampliou para o apoio ao empreendedorismo como um torno, não somente o agronegócio. E o Sicredi vem em um processo de crescimento, de expansão da pequena cidade para a média cidade, para grandes centros e capitais”, disse.

César complementa que esse é um movimento orgânico e, embora o Sicredi tenha seu olhar sempre voltado para o agro, hoje, a instituição financeira também atua no varejo oferecendo mais de 300 produtos de serviço para todos os públicos, sempre primando pelo bom relacionamento com o cliente, seja ele uma pessoa físíca ou uma empresa.

“A pessoa vem para a instituição financeira querendo uma solução. Ela entra geralmente através de necessidade de algum produto ou serviço. Por isso é competitivo nessa jornada que a gente fala mais funcional, que é produto, serviço, canal e preço. A partir da entrada, ele começa a perceber a diferença, primeiro pelo relacionamento, pois acho que é muito importante para a gente conhecer a pessoa pelo nome, pelo relacionamento, pela proximidade. Acho que é um movimento orgânico de crescimento, e para o nosso modelo de negócio, com visão integral do associado, está bem feliz com esse ritmo de crescimento. Tem muito o que fazer, sim, mas nunca perdendo, de fato, nosso propósito, essência”, concluiu.

“Acho que é muito importante para a gente conhecer a pessoa pelo nome, pelo relacionamento, pela proximidade”, disse Cesar Bochi.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 9,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Gilvan Costa
Nota de Rodapé: o jornalista Gilvan Costa viajou a convite do Sicredi, representando o portal de notícias Roraima em Foco, para participar do 11º Encontro com Jornalistas e Formadores de Opinião do Sicredi, realizado de 14 a 16 de outubro, em Porto Alegre, Nova Petrópolis e Gramado, no Rio Grande do Sul.

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