
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 2º DP (2º Distrito Policial), concluiu nesta segunda-feira, 14, a investigação de dois furtos a residências ocorridos em julho deste ano, em Boa Vista, e indiciou um casal, sendo a mulher J.C.M.S., de 25 anos, e o companheiro dela, E.F.B., de 50 anos, suspeito de envolvimento nos crimes. Parte dos objetos furtados foi localizada e recuperada durante as diligências.
O delegado do 2º DP, Vinícius do Vale, esclareceu que o primeiro caso ocorreu na noite de 20 de julho de 2026, por volta das 23h, em uma residência localizada na Rua Felipe Xaud, no bairro Asa Branca. O imóvel foi arrombado e diversos objetos foram subtraídos, entre eles televisão, caixa de som, botijão de gás, roupas, roupas de cama e fios elétricos. O prejuízo informado pela vítima foi estimado em aproximadamente R$ 4 mil.
Conforme apurado, a moradora surpreendeu J.C.M.S. dentro da residência, quando parte dos objetos já estaria separada para ser retirada. Ao perceber a chegada da vítima, ela teria fugido. As diligências apontaram ainda que E.F.B. teria deixado o imóvel anteriormente, transportando parte dos bens.
Os policiais localizaram o endereço onde o casal estaria residindo e apreenderam parte significativa dos objetos apontados como furtados. Entre os bens recuperados estavam a televisão e roupas pessoais, posteriormente reconhecidas pela vítima e registradas fotograficamente.
Durante o interrogatório, J.C.M.S. negou ter praticado o furto. Ela afirmou que teria recebido a televisão e algumas roupas da própria vítima como pagamento por uma dívida, mas confirmou que esteve na residência na noite dos fatos. E.F.B. também negou participação no crime.
A apuração identificou ainda um segundo caso envolvendo o casal. O furto ocorreu na madrugada de 27 de julho de 2026, em uma residência situada na Rua Itajara, no bairro Jóquei Clube. A vítima relatou que o imóvel já havia sido alvo de furto anteriormente, no dia 20 de julho.
No segundo episódio, câmeras de segurança de uma residência vizinha registraram a entrada de duas pessoas no imóvel. A análise das imagens, associada às demais informações obtidas durante a apuração, apontou J.C.M.S. e E.F.B. como os suspeitos identificados nas gravações.
Para Vinícius do Vale, o cruzamento das informações permitiu esclarecer a dinâmica dos crimes e reunir indícios de envolvimento do casal.
“A análise das imagens, os reconhecimentos, a recuperação dos objetos e as demais diligências foram fundamentais para esclarecer os fatos e identificar os suspeitos”, destacou.
A apuração também apontou outros registros envolvendo J.C.M.S. em um curto intervalo de tempo, circunstância considerada na análise de possível reiteração de crimes patrimoniais.
Ao final dos procedimentos, J.C.M.S. foi indiciada, em tese, por dois crimes de furto, relacionados aos Boletins de Ocorrência registrados. Um deles está previsto no artigo 155, §1º, do Código Penal, e o outro no artigo 155, §4º, inciso IV, do Código Penal, em concurso material de crimes.
E.F.B. foi indiciado, em tese, pela prática de furto qualificado, previsto no artigo 155, §4º, inciso IV, do Código Penal, relacionado ao segundo caso.
Diante dos indícios reunidos e do risco de reiteração apontado durante a apuração, o delegado representou pela prisão preventiva de J.C.M.S. e, subsidiariamente, pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo monitoramento eletrônico. Os pedidos, contudo, não foram deferidos pelo Poder Judiciário.
