Prefeitura reforça vacinação e monitoramento após aumento de síndromes gripais

Hospital da Criança tem 16% da demanda de atendimentos por vírus respiratórios. – Fotos: Semuc | PMBV

Com o início do período chuvoso em Boa Vista, as síndromes gripais voltam a ganhar espaço no atendimento da rede municipal de saúde, principalmente entre o público infantil. No Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), o município já iniciou o plano de contingência, com foco na melhoria do atendimento aos pacientes.

A diretora do HCSA, Laudineia Barros, destacou que foram registrados mais de 4 mil atendimentos no último mês, correspondendo a 16% de toda a demanda da unidade. Atualmente, cerca de 50% das internações estão relacionadas a doenças respiratórias.

“Aumentamos em 30% o quantitativo de profissionais, incluindo médicos, para o atendimento no pronto-socorro. Já os pacientes com classificação verde (pouco urgente) são atendidos nos consultórios dos ambulatórios. Nossos atendimentos ocorrem com menor tempo de espera, mantendo a qualidade”, afirmou.

Entre os principais vírus respiratórios identificados, destacam-se: Rinovírus (predominante, com mais de 50% das detecções); Adenovírus; Influenza A (incluindo subtipos como H3N2 e H1N1); Vírus Sincicial Respiratório (VSR); SARS-CoV-2; Metapneumovírus e Influenza B, em menor proporção.

O monitoramento da circulação desses vírus ocorre de forma contínua na Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), conforme destacou a superintendente da Atenção Primária, Erika Madelaine.

“O crescimento dos atendimentos acompanha o padrão sazonal de circulação dos vírus respiratórios e já é esperado. No entanto, com a análise semanal de dados e a coleta de amostras, conseguimos respostas mais ágeis, principalmente para proteger os grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades”, disse.

Vacinar é a melhor forma de prevenir

Como principal estratégia de prevenção, a Prefeitura de Boa Vista reforça que a vacina contra a Influenza está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para os grupos prioritários, sendo fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias. Basta comparecer à unidade com documento de identificação e cartão de vacinação.

Fazem parte da prioridade:

· Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

· Idosos (60 anos ou mais)

· Gestantes e puérperas

· Trabalhadores da saúde

· Professores

· Pessoas com comorbidades e condições clínicas especiais

· Povos indígenas e população em situação de vulnerabilidade

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