
O Governo de Roraima, por meio do Iater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural), ampliará o Projeto de Grãos, desenvolvido para fortalecer as culturas do milho e feijão em comunidades indígenas e produtores de áreas não indígenas. Para isso, abrirá novas inscrições do dia 05 de setembro a 15 de outubro em todos os municípios do Estado.
Para conhecer todos os critérios, documentações necessárias e outras informações, os produtores devem procurar a unidade do Iater mais próxima de casa. Conforme o presidente do Instituto, José Antônio Vicente, o projeto de grãos incentiva à produção agrícola e presta acompanhamento técnico, além de capacitação aos produtores. Ele reforça o convite para que mais pessoas façam parte do trabalho.
“Nosso convite é para que os produtores procurem a unidade do Iater mais próxima e busquem as informações e não deixem para a última hora. As equipes do Iater estarão presentes para orientar, acompanhar os produtores e levar assistência técnica, contribuindo para o desenvolvimento da produção rural do estado de Roraima”, afirmou o presidente.
Aos sábados, as unidades do Iater abrem para atendimento ao público das 8h às 12h, assim como nos feriados. Já de segunda a sexta-feira, os pontos de apoio funcionam das 7h30 às 17h30.
Governo investe mais de R$ 33 milhões em projeto que já beneficia 3 mil produtores
O projeto de grãos é uma iniciativa do Governo de Roraima para fortalecer a produção e oferecer melhores condições para que os produtores possam ampliar e desenvolver as atividades no campo.
Atualmente, o Iater atende cerca de 3 mil pessoas no apoio para a implantação da lavoura e também com assistência técnica e acompanhamento durante as diferentes etapas do processo produtivo.
“O trabalho começa com a inscrição e seleção dos produtores. A partir daí, o Iater acompanha o planejamento e o preparo das áreas, incluindo etapas como gradagem, calagem, adubação de bases e fosfatagem até chegar ao manejo e ao plantio, além da colheita”, afirma o presidente do Iater.
Para realização do projeto, o Iater conta com R$ 33 milhões de investimento com recursos próprios do Governo de Roraima. O projeto de grãos atende a produtores de todos os municípios do estado.
“Além de incentivar a produção, o projeto contribui para reduzir os custos de implantação, melhorar as condições produtivas da propriedade, fortalecer a agricultura familiar e familiar indígena, gerar renda e movimentar a economia dos municípios, além de levar a tecnologia produtiva principalmente para o não uso do fogo, diminuindo assim as pressões sobre o meio ambiente”, ressalta José Antônio Vicente.
Entre as áreas contempladas pelo projeto de grãos, 1.600 hectares correspondem a 160 polos de agricultura familiar indígena, cada um formado por 10 produtores que trabalham coletivamente na produção de grãos. Os 1.400 hectares restantes atendem 1.377 agricultores familiares não indígenas.
Produtores terão atenção especial durante estiagem provocada por El Ninõ 2026-2027
O Governo de Roraima e o setor produtivo reforçaram a atuação conjunta para enfrentar os impactos provocados pelo fenômeno El Niño, que provoca forte calor e estiagem. O Gabinete Integrado da Operação El Niño 2026-2027 foi criado esta semana para coordenar ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante da estiagem e de possíveis desastres naturais, com atuação integrada de secretarias, órgãos estaduais e representantes do setor produtivo.
Da parte que cabe ao Iater, o Instituto prestará assistência técnica de forma contínua, integrada e participativa, orientando os produtores na adoção de medidas para enfrentar o período de estiagem, reduzir perdas e manter a produção. O Iater também dará orientações sobre prevenção contra queimadas.
Os técnicos orientarão as famílias sobre uso eficiente e armazenamento da água, conservação da umidade do solo, manejo de pastagens, alimentação e bem-estar animal, produção e armazenamento de silagem, escolha de culturas mais adaptadas ao período seco e planejamento da produção.
Também haverá apoio no planejamento da propriedade e na elaboração de projetos de crédito rural, possibilitando que o produtor conheça alternativas de financiamento que possam auxiliar na manutenção e recuperação da atividade produtiva durante períodos de dificuldade.


