Respeito às normas: ALERR reforça importância da atenção e do cuidado no trânsito

Campanha Maio Amarelo alerta para a redução de acidentes, com foco na preservação da vida. – Fotos: Nonato Sousa | SupCom/ALERR

No mês dedicado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) reforça a importância da atenção e do cuidado com o tema no estado. Entre as iniciativas, destaca-se a criação de leis, como a nº 406/2003, que determina a inclusão da disciplina “Educação para o Trânsito” no currículo do ensino fundamental e médio.

A norma mais recente é a nº 2.225/2025, que institui a Política de Incentivo à Segurança de mototaxistas, motoboys e motogirls. Entre as diretrizes estão a veiculação de campanhas educativas de prevenção a acidentes e a criação de programas de acompanhamento e tratamento médico para profissionais vítimas de acidentes de trabalho.

Conforme o presidente em exercício da ALERR, deputado Jorge Everton (União), a conscientização dos condutores, aliada à atuação do poder público, é essencial para tornar o trânsito mais seguro.

“Não adianta criarmos leis e apoiarmos campanhas se cada cidadão não fizer a sua parte. O respeito às leis de trânsito é fundamental, assim como o reforço de ações de conscientização. Com a união de todos, será possível reduzir o número de acidentes e, consequentemente, de mortes”, destacou.

‘Com a união de todos, será possível reduzir o número de acidentes, e, consequentemente, os graves’, destacou Jorge Everton, presidente em exercício.

Estatísticas que preocupam

Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RR), em 2025 foram registrados 2.345 acidentes, dos quais 178 resultaram em mortes. Apesar da redução no número de ocorrências, o total de vítimas fatais aumentou mais de 20% em relação a 2024, quando foram contabilizados 4.104 sinistros e 146 óbitos.

Ainda conforme o Detran, as principais infrações registradas no ano passado foram: 4.699 autuações por falta do uso do cinto de segurança; 1.965 por circulação de veículo sem licenciamento; 1.819 por condução sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH); e 1.171 por uso de celular ao volante.

Além dos acidentes com veículos automotores, também foram registrados casos envolvendo atropelamentos de pedestres e ciclistas. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que, em 2025, houve 7.801 vítimas de trânsito, sendo 566 em acidentes com bicicleta e 333 por atropelamento.

O número de ocorrências também evidencia aumento na imprudência. Em 2024, foram registradas 6.408 entradas no Pronto-Socorro Francisco Elesbão, com 417 vítimas de acidentes com bicicleta e 220 por atropelamento. Já em 2026, até março, foram contabilizadas 1.413 vítimas de acidentes de trânsito, sendo 76 envolvendo bicicletas, 121 com carros, 1.124 com motos, 58 por atropelamento e 34 por colisões entre veículos.

Há um ano, o autônomo Valderles dos Santos tenta se recuperar de um acidente de trânsito.

Acidente que transformou a rotina

O autônomo Valderles dos Santos foi vítima da imprudência de um motociclista há quase um ano. Ele trabalhava como mototaxista para complementar a renda e realizava uma corrida quando o condutor invadiu a preferencial e colidiu frontalmente.

“Eu trafegava pela Avenida João de Barro e, ao acessar a avenida principal do Villa Jardim, surgiu um rapaz, visivelmente embriagado, que invadiu a preferencial e bateu em mim. Depois disso, não me lembro de quase nada, apenas do que as pessoas me contaram. Inclusive, eu levava uma passageira, que também se feriu bastante”, relatou.

Com o impacto, Valderles sofreu fraturas na mandíbula, no braço e na mão direita. Devido a lesões no plexo braquial — responsável pelos nervos motores e sensoriais do pescoço, ombro e membros superiores —, ele perdeu parte dos movimentos do braço.

Segundo ele, as consequências do acidente mudaram completamente sua rotina. Após mais de um mês internado, desenvolveu ansiedade e passou a ter receio do trânsito.

“Abalou muito minha vida, tanto financeiramente quanto emocionalmente. Eu tinha outra fonte de renda e hoje não posso mais trabalhar com moto, porque perdi parte da mobilidade do braço direito e não consigo dirigir por muito tempo. Posso piorar a situação”, afirmou.

Valderles segue em tratamento fisioterápico desde a alta hospitalar, mas ainda precisará de cerca de dois anos para tentar recuperar a mobilidade total.

“Por imprudência, podemos prejudicar a vida de alguém. Precisamos dirigir por nós e pelos outros, porque não há garantia de que nada acontecerá. O correto é se conscientizar e respeitar as leis de trânsito. Muita gente ignora a sinalização. É preciso ter mais responsabilidade e, principalmente, não dirigir embriagado. Você pode perder a vida ou tirar a de outras pessoas”, alertou.

‘A fisioterapia é importante para que o paciente fique com sequelas mínimas ou quase nenhuma’, informou o fisioterapeuta, Paulo Mello.

Fisioterapia: aliada na recuperação

A fisioterapia é essencial na recuperação de vítimas de acidentes de trânsito. Segundo o fisioterapeuta Paulo Mello, o acompanhamento profissional é determinante para uma reabilitação mais rápida e eficaz.

“A fisioterapia contribui para que o paciente tenha o mínimo possível de sequelas. O número de sessões depende do tipo de lesão: quanto mais simples, menor o tempo de recuperação. Nosso papel é acelerar esse processo e proporcionar qualidade de vida, permitindo que o paciente retome suas atividades o quanto antes”, explicou.

O especialista também destacou a importância de iniciar o tratamento precocemente.

“A fisioterapia atua nos três níveis de atenção: primário, secundário e terciário. No nível terciário, por exemplo, o atendimento ocorre em pacientes internados em UTI. Nesses casos, a atuação profissional é fundamental para evitar sequelas de imobilidade, como perda de massa muscular e de amplitude de movimento, preservando as funções articulares durante o período de restrição”, ressaltou.

A campanha

O Maio Amarelo é um movimento criado pela ONU, em 2011, com foco na educação e conscientização para a redução de acidentes de trânsito. Neste ano, o tema é: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

A campanha busca promover mudanças de comportamento por meio de ações como blitzes educativas, palestras, panfletagens e a iluminação de prédios públicos na cor amarela, símbolo de atenção.

Campanha Maio Amarelo alerta para redução de acidentes, com foco na preservação da vida.

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Suzanne Oliveira

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