Roraima realiza monitoramento de aves de subsistência para prevenir gripe aviária

Ação da Aderr inclui coleta de sangue e swabs em 11 propriedades rurais para acompanhar a situação sanitária das aves no estado. – Fotos: Ascom | Aderr

Roraima participa de uma ação de vigilância sanitária para monitorar a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária. A iniciativa prevê a coleta de amostras em aves de subsistência, também chamadas de aves de terreiro, em 11 propriedades rurais selecionadas no estado.

A ação tem caráter preventivo e integra os procedimentos adotados pelos serviços oficiais de defesa agropecuária para identificar precocemente uma eventual circulação do vírus entre as aves. Roraima não possui registro de ocorrência de influenza aviária, e a realização da sorologia não indica suspeita ou confirmação da doença no estado.

A gripe aviária é uma enfermidade viral que pode atingir diferentes espécies de aves, principalmente silvestres e domésticas. Nesse cenário, o monitoramento das criações de subsistência contribui para acompanhar o status sanitário dos plantéis e fortalecer as medidas de prevenção.

Em Roraima, os trabalhos são coordenados pela Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima), por meio do Programa de Saúde Avícola. Nas propriedades selecionadas, as equipes realizam coleta de sangue e swabs de traqueia e cloaca, que serão utilizados em diferentes análises de vigilância.

Segundo o chefe do Programa de Saúde Avícola da Aderr, Ronaldo Feitosa, a iniciativa permite acompanhar a situação sanitária das aves e manter a vigilância ativa.

“Essa é uma ação de vigilância e prevenção. O objetivo é conhecer o status sanitário das aves de subsistência e identificar precocemente qualquer eventual circulação do vírus. Roraima não tem ocorrência registrada de influenza aviária, mas precisamos manter a vigilância ativa e seguir os protocolos sanitários para preservar essa condição”, explica.

Amostras serão analisadas em Roraima e no laboratório do Mapa

Após a coleta, as amostras de sangue serão encaminhadas ao Lasan (Laboratório de Saúde Animal de Roraima), onde será realizada a separação do soro. Em seguida, o material será enviado a Campinas (SP), para o laboratório do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), responsável pelas análises e pela emissão dos resultados da sorologia.

Para o presidente da Aderr, José Carlos, a participação de Roraima na ação reforça a integração entre a defesa agropecuária estadual e as estratégias nacionais de vigilância.

“A participação de Roraima nessa ação demonstra que a defesa agropecuária do Estado está atenta e integrada às estratégias nacionais de prevenção. Nosso trabalho é agir antes que qualquer problema aconteça, fortalecendo a vigilância e protegendo o patrimônio avícola de Roraima. A prevenção é sempre o caminho mais seguro para garantir a sanidade dos nossos animais e a segurança da produção”, afirma.

Criadores devem comunicar ocorrências

A vigilância em aves de subsistência é importante porque essas criações podem estar próximas a áreas frequentadas por aves silvestres, que têm papel na epidemiologia da influenza aviária.

A Aderr orienta os criadores a comunicar imediatamente ao serviço oficial casos de mortalidade elevada ou sinais clínicos incomuns nas aves. A informação rápida permite que as equipes técnicas realizem a investigação e adotem, quando necessário, as medidas de controle previstas nos protocolos sanitários.

A ação integra o trabalho permanente da defesa agropecuária para fortalecer a prevenção, acompanhar o status sanitário das aves e preservar a condição de Roraima frente à influenza aviária.

Elias Venâncio

Veja também

Topo