Roraima recebe Simpósio sobre saúde nas fronteiras

Programação discute os desafios e estratégias de preparação do sistema de saúde para os impactos das mudanças climáticas e dos fluxos migratórios na região. – Fotos: Ascom | Sesau

Para fortalecer Roraima no enfrentamento de emergências em saúde pública, a Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), deu início nesta terça-feira, 17, ao 1° Simpósio Saúde nas Fronteiras da Amazônia: Migração, Mudança Climática e Saúde.

O evento ocorre no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), localizado na Av. Capitão Júlio Bezerra, 826, 31 de Março, e reúne gestores estaduais e municipais da saúde, Defesa Civil, DSEI (Distrito Sanitário Yanomami e Leste).

A programação segue até quinta-feira, 19, para discutir os desafios e estratégias de preparação do sistema de saúde para os impactos das mudanças climáticas e dos fluxos migratórios na região.

“O objetivo do Simpósio é de fortalecer o debate técnico e institucional sobre a organização dessas redes de vigilância e da assistência, relacionada à rede nos impactos das mudanças climáticas, como o período de estiagem que temos dentro do nosso estado, seco, aumento das temperaturas e ocorrência das queimadas”, afirmou a diretora de Vigilância Ambiental da CGVS, Vanessa Silva.

Segundo o consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, a iniciativa integra um projeto mais amplo voltado ao fortalecimento das capacidades dos estados fronteiriços da Amazônia.

“Esse projeto vem sendo desenvolvido nos cinco Estados que têm fronteiras aqui na região amazônica, e ele tem o intuito de trazer uma tríade muito complexa do sistema público de saúde, que é a migração, mudanças climáticas e seus desafios de doenças emergentes e reemergentes que podem surgir nesse contexto”, destacou.

Para o coordenador de Vigilância em Saúde do município de Rorainópolis, Clayson Oliveira, o Simpósio contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas.

“Esse seminário vem para complementar os nossos entendimentos em relação à questão das políticas públicas de saúde voltada para a parte de imigração, uma das mudanças climáticas nesse momento em que a gente vive. E a construção do plano vai ser um instrumento de trabalho onde teremos a oportunidade de construir junto para poder direcionar essas políticas para atender melhor a população”, ressaltou.

Suyanne Sá

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