Semana Antimanicomial: Caps AD III promove atividades terapêuticas e momentos de lazer para usuários

Programação especial reforça o cuidado humanizado em saúde mental. – Fotos: Ascom | Sesau

Em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, o Caps AD III (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) promoveu uma programação especial voltada aos usuários da unidade, com atividades terapêuticas, oficinas e momentos de lazer que reforçam a importância do cuidado humanizado em saúde mental.

As ações tiveram como objetivo proporcionar relaxamento, estimular a expressão emocional e fortalecer os vínculos entre os pacientes e a equipe multiprofissional. A programação integrou atividades lúdicas, terapias ocupacionais e práticas voltadas ao bem-estar.

Segundo o técnico de enfermagem Jhonatan Calel, as ações fazem parte da proposta terapêutica desenvolvida ao longo da semana.

“Fizemos uma atividade lúdica com pintura, arte e terapia, estamos trabalhando esculturas com massa de modelar, pinturas com papel picado. Faremos um café da manhã com algumas atividades de educação física para poder melhorar o sintoma de ânimo desses nossos pacientes e dar um pouco mais de conforto em nosso tratamento”, explicou.

A programação também contou com a participação de acadêmicos da Universidade Unama dos cursos de psicologia, biomedicina e enfermagem, que desenvolveram ações voltadas ao autocuidado e ao relaxamento.

“A proposta era trazer um dia de lazer, para que eles possam tirar um pouco a mente da rotina e se voltar para atividades que normalmente eles não têm esse acesso. As pessoas têm essa ideia de que pode ser uma besteira, mas para o outro pode não ser. Uma pintura pode trazer pensamentos que ajudam a relaxar no geral”, afirmou o estudante de psicologia, Magno Batista.

Em tratamento há oito anos, Dyone de Noronha destacou a importância do acolhimento e do acompanhamento oferecido pela equipe do CAPS AD III, especialmente em períodos de maior fragilidade emocional.

“Aqui tem oficinas, têm funcionários que nos ajudam quando a gente está em crise, está em abstinência, tem eles para conversar com a gente, tem os remédios. Aconteceu uma tragédia na minha família, o pessoal da manhã conversou comigo e o pessoal da tarde agora estão tentando me animar”, contou.

Suyanne Sá

Veja também

Topo