
O Governo de Roraima iniciou nessa quinta-feira, 11, uma nova turma do Magistério Indígena Tamî’kan, curso voltado à formação de professores indígenas. Ao todo, 163 cursistas participam da capacitação promovida pela Seed (Secretaria de Educação e Desporto), por meio do Ceforr (Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima).
A abertura da primeira etapa ocorreu no auditório do Ceforr, em Boa Vista, reunindo autoridades educacionais, lideranças indígenas e professores formadores. O curso atende professores e futuros educadores de diferentes povos indígenas do Estado.
Com carga horária aproximada de 1.500 horas, a formação é desenvolvida em oito etapas presenciais. Durante o período de estudos, os cursistas permanecem alojados no Ceforr, com hospedagem e alimentação garantidas pelo Governo do Estado.

O Magistério Indígena Tamî’kan faz parte do conjunto de cinco cursos específicos ofertados pelo Estado para a formação inicial de professores indígenas, ao lado dos programas Tamarai, Yarapiari, Amooko Lisantan e Yadewwanaadi.
Durante a abertura, a secretária de Educação e Desporto, Ana Célia Paz, destacou a importância da formação continuada para o fortalecimento da carreira docente e incentivou os cursistas a permanecerem firmes no processo de qualificação profissional.
“Nossa profissão exige curiosidade, dedicação e vontade permanente de aprender. Quando vocês saírem desta etapa, sairão mais fortes do que entraram, com novos conhecimentos e novas certezas. Um professor forte estuda durante toda a carreira profissional”, afirmou.
A diretora do Ceforr, Stela Damas, ressaltou que o Magistério Indígena representa um investimento estratégico na valorização dos profissionais que atuam diretamente nas comunidades indígenas.
“Estamos falando de uma formação que fortalece a identidade cultural, valoriza os saberes dos povos indígenas e contribui diretamente para a melhoria da educação oferecida nas comunidades”, destacou.

Representando a Secretaria Adjunta de Educação Escolar Indígena, a professora Jane Alice enfatizou o compromisso dos participantes com a continuidade do trabalho educacional desenvolvido nas comunidades.
“A educação indígena precisa de cada um de vocês. O Estado está garantindo essa oportunidade de formação, mas agora cabe a vocês iniciar, permanecer e concluir essa caminhada. Nossos estudantes precisam de professores preparados para dar continuidade a esse trabalho tão importante”, afirmou.
A cursista Eliana Oliveira de Souza, da comunidade indígena Vista Nova, na região do Baixo São Marcos, da etnia Macuxi, afirmou que a formação representa uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.
“Estou aqui para me formar e levar conhecimento para a minha comunidade. Esse curso representa uma oportunidade de crescimento para mim e para os estudantes que futuramente vou atender”, disse.

