Tecnologia e inteligência elevam eficiência da Polícia Civil de Roraima em 2025

Do total de soluções implementadas, oito foram desenvolvidas pelo Cyberlab da PCRR e sete foram adquiridas por meio de parceria com as polícias de outros estados e adaptadas à realidade roraimense. – Fotos: Ascom | PCRR

Durante o ano de 2025, o NI (Núcleo de Inteligência) da PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do setor Cyberlab, otimizou o trabalho operacional e administrativo com a utilização de 15 ferramentas de soluções tecnológicas que permitem aos policiais mais eficiência e praticidade nos serviços prestados à população.

Do total de soluções implementadas, oito foram desenvolvidas pelo Cyberlab da PCRR e sete foram adquiridas por meio de parceria com as polícias de outros estados e adaptadas à realidade roraimense.

Segundo a delegada-geral da PCRR, Darlinda de Moura Viana, a elaboração e utilização dessas ferramentas fazem parte da estratégia institucional de modernização da PCRR, que visa reduzir o uso excessivo de e-mails e planilhas manuais e facilita os trabalhos dos policiais, que agora utilizam sistemas integrados, auditáveis e mais eficientes.

“Os sistemas desenvolvidos pelo Núcleo de Inteligência, fortalecem a atuação policial e trazem benefícios diretos à sociedade. São sistemas criados para auxiliar e permitir que o trabalho seja feito de forma mais rápida e eficiente, já que, assim que acessados, possibilitam ao agente alimentar o banco de dados da plataforma, assim como, obter informações ou realizar análises de investigações”, esclareceu.

O chefe do Núcleo de Inteligência da PCRR, Ricardo Pedrosa, explicou que os sistemas administrativos auxiliam o trabalho dos agentes.

“Com a modernização dos fluxos de trabalho, os processos manuais e descentralizados foram substituídos e padronizados, proporcionando que uma equipe policial que trabalha no interior do estado, tenha as mesmas ferramentas e condições de trabalho das equipes da capital, com maior controle, rastreabilidade das informações e facilidade de visualização dos dados estatísticos e dos procedimentos policiais, já que se trata de um sistema único e integrado”, explicou Pedrosa.

Além disso, a comunicação externa também foi automatizada, padronizando a comunicação com outras instituições e reduzindo o tempo e a necessidade de corrigir dados.

“O sistema de comunicação externa possibilita o envio automatizado das requisições às outras instituições de segurança, e facilita a resposta quase que imediata das solicitações, que antigamente levavam pelo menos 10 dias para obter retorno” disse o chefe do NI.

No campo operacional, Pedrosa destacou a plataforma FraudBase, desenvolvida pelo Cyberlab da PCRR, voltada ao enfrentamento de crimes de estelionato praticados no ambiente digital.

“O sistema realiza cruzamento de dados relacionados a fraudes eletrônicas, além de manter a integração com consultas ao Banco Central e emissão automatizada de relatórios de extrações telemáticas”, acrescentou.

Outros sistemas utilizados pela PCRR, permitem reconhecimento facial mobile e padronização de relatórios de local de crime.

“A utilização desses sistemas eleva o patamar tecnológico da Polícia Civil de Roraima, automatizando as tarefas burocráticas, e consequentemente liberando o policial para a atividade-fim, que impacta diretamente na segurança da sociedade, uma vez que proporciona mais agilidade nas investigações e maior confiabilidade das informações apuradas” destacou.

Neuzelir Moreira

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