
Os municípios de Uiramutã (42,44), Alto Alegre (44,72) e Amajari (45,58) figuram entre os cinco municípios com os piores índices de qualidade de vida do país, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo Imazon e instituições parceiras.
Entre as capitais, Boa Vista (64,49) aparece na 19ª colocação no geral, mas fica em 2º lugar na região Norte, ficando atrás apenas de Palmas-TO (68,91), que está na 7ª colocação no país.
Entre os estados, Roraima (59,65) está na 19ª colocação geral, também ficando em 2º lugat na Região Norte, ficando atrás apenas de Tocantins (60,50), que está na 17ª colocação no país.

Os dados mostram que os municípios mais bem avaliados do país seguem concentrados no Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores resultados do ranking de 2026.
O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir do Índice de Progresso Social (IPS), indicador construído com 57 critérios sociais e ambientais. A metodologia utiliza informações de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.
Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 últimas posições, 19 estão localizadas no Norte e no Nordeste.
Pela terceira vez seguida, Gavião Peixoto, cidade do interior paulista com cerca de 4,8 mil moradores, alcançou a primeira posição do ranking, com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos.
O IPS busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia.
Confira a lista das cidades com maior e menor pontuação no IPS Brasil 2026

Entre as capitais, Curitiba lidera a classificação nacional, com 71,29 pontos. Brasília aparece em seguida, com 70,73. São Paulo ocupa a terceira posição entre as capitais, com 70,64, à frente de Campo Grande, que registrou 69,77, e Belo Horizonte, com 69,66.
A média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos. Nos anos anteriores, o país havia registrado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024, indicando uma evolução discreta no período.

Entre as capitais brasileiras, Macapá e Porto Velho tiveram os resultados mais baixos do levantamento, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.

