
Equipes da Justiça Eleitoral de Roraima realizaram no fim da manhã deste sábado, dia 3, a emissão da Zerésima do Sistot (Sistema de Gerenciamento da Totalização) do TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima). O procedimento ocorreu na STIC (Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação) do TRE-RR, no bairro São Pedro.
A Zerésima é um relatório emitido antes da votação para comprovar que o sistema de contabilização das eleições começa zerado. No caso do Sistot, ela demonstra que o banco de dados responsável pela totalização dos votos não possui nenhum voto computado para candidatas ou candidatos antes do início da eleição, programada para este dia 4 em todo o Brasil.
Na prática, isso significa que, antes de receber qualquer boletim de urna, com o registro de votos da seção, o sistema utilizado para somar está sem registro nenhum. Os votos só começam a ser totalizados depois do encerramento da votação, quando os boletins de urna são transmitidos à Justiça Eleitoral.
O juiz auxiliar da Presidência do TRE-RR, Phillip Barbieux, foi quem liberou a emissão do documento e acompanhou todo o procedimento de verificação do sistema. Ele destacou que essa é uma das ações da Justiça Eleitoral que ajuda a demonstrar que todas as candidaturas começam a disputa em igualdade de condições no dia da votação.
“A Zerésima do Sistot comprova que nenhum candidato ou candidata começará o pleito eleitoral com qualquer voto. A partir da emissão desse relatório, todos estão em igualdade de condição, ou seja, com zero voto. Esse é um processo aberto ao público. A gente está aqui justamente para dar segurança à população de que não haverá nenhum tipo de manipulação e de que a vontade democrática vai prevalecer”, declarou.
O chefe da Seção de Sistemas Eleitorais do TRE-RR, Fábio Barros, ressaltou que a emissão da Zerésima do Sistot faz parte das camadas de segurança e transparência do processo eleitoral. “O processo eleitoral é seguro porque tem várias camadas de proteção. A verificação de que temos zero votos totalizados ou processados para os candidatos é uma dessas etapas”, comentou.
Ele esclareceu também que a Zerésima do Sistot é diferente da Zerésima emitida na urna eletrônica no dia da eleição. Enquanto a Zerésima da urna comprova que não há votos registrados no equipamento antes da abertura da seção eleitoral, a Zerésima do sistema de totalização demonstra que nenhum voto foi somado ou processado no banco de dados responsável pela apuração.
“A Zerésima da urna verifica que não há nenhum voto computado dentro da urna eletrônica. Já a Zerésima do Sistot verifica que nenhum voto foi totalizado, ou seja, que os votos que sairão das urnas ainda não passaram pelo processo de totalização”, ressaltou.

Transmissão dos votos
Após o encerramento da votação, o Boletim de Urna (BU) emitido reúne os votos registrados naquela seção eleitoral. Esse boletim é impresso, afixado no local de votação e também gravado em uma mídia de resultado, que será usada para a transmissão dos dados à Justiça Eleitoral.
Em Boa Vista, essa transmissão ocorre em locais definidos pela Justiça Eleitoral. Nos municípios do interior e em localidades de difícil acesso, a logística envolve equipes voluntárias de todo o Estado, treinadas com equipamentos de transmissão via satélite, por canal seguro.
Para a garantia da segurança do processo, Fábio Barros informou que os boletins de urna digitais possuem assinatura, o que impede que arquivos copiados, duplicados ou alterados sejam aceitos pelo sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“Quando o boletim chega ao TSE, o sistema só vai receber boletins que tenham essa assinatura. Não adianta alguém querer copiar ou duplicar o conteúdo das mídias de resultado, porque o banco de dados do TSE não vai receber”, esclareceu.
Outro ponto importante é que o resultado de cada urna pode ser conferido pela própria população. “Depois do encerramento da votação, o BU é impresso e afixado na seção eleitoral. Qualquer pessoa pode fotografar o documento e comparar os dados com os resultados oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral. É o que normalmente fiscais de partidos fazem”, explicou.
