Albuquerque propõe ampliar BPC e criar adicional de 50% para famílias de pessoas com autismo

Projeto apresentado pelo deputado federal amplia o critério de renda para acesso ao benefício e prevê apoio extra quando um familiar precisa deixar o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados. – Foto: Ascom Parlamentar

O deputado federal Albuquerque (Republicanos/RR) apresentou o Projeto de Lei nº 5.286/2026, que amplia a proteção social às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências. A proposta altera a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e modifica regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Entre as principais mudanças, o projeto estabelece em lei o limite de renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo para acesso ao BPC, observados os demais critérios de elegibilidade. A medida busca reduzir barreiras burocráticas e facilitar o acesso das famílias de baixa renda ao benefício.

A proposta também cria o Adicional de Cuidado em Tempo Integral, equivalente a 50% do valor do benefício, para os casos em que uma pessoa com TEA ou deficiência necessite de apoio permanente e um integrante da família precise deixar o trabalho para assumir seus cuidados em tempo integral.

Na justificativa, Albuquerque destaca especialmente a realidade das famílias atípicas de Roraima, que enfrentam longos deslocamentos, dificuldades logísticas e acesso limitado a serviços especializados. Segundo o parlamentar, essas condições tornam ainda mais difícil para mães e outros cuidadores conciliarem o acompanhamento dos filhos com a vida profissional.

Para custear as novas medidas, o projeto prevê a utilização de receitas provenientes da exploração de apostas de quota fixa, além da previsão dos gastos nas propostas orçamentárias dos exercícios seguintes.

Com a iniciativa, Albuquerque busca fortalecer a rede de proteção às pessoas com deficiência e reconhecer também o impacto financeiro enfrentado pelas famílias que precisam se dedicar integralmente ao cuidado.

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