
Já está disponível nas plataformas Android e iOS, o aplicativo da Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR), que reúne serviços, informações e documentos para facilitar o acesso dos assistidos da instituição.
O aplicativo permite acompanhar demandas, consultar documentos, entrar em contato com setores da Defensoria e esclarecer dúvidas de forma remota. A ferramenta é voltada, neste primeiro momento, para pessoas que já passaram pelo atendimento inicial da Defensoria.
Para acessar a área destinada aos assistidos, é necessário que o e-mail esteja atualizado no sistema Solar, usado no cadastro dos atendimentos. A atualização pode ser solicitada na Central de Relacionamento com o Cidadão (CRC), pelo WhatsApp (95) 98419-7540.
Entre as funcionalidades está o acesso aos documentos que já foram disponibilizados ao assistido e registrados em seu atendimento. Dessa forma, documentos como acordos e sentenças podem ser consultados diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de retornar presencialmente à instituição para solicitar uma nova cópia.
A ferramenta também foi desenvolvida para facilitar o acompanhamento das demandas por pessoas que vivem longe das unidades da Defensoria, incluindo moradores de comunidades indígenas e outras localidades do interior. A proposta é reduzir deslocamentos e permitir que o cidadão tenha acesso às informações relacionadas ao seu atendimento de forma mais prática.
“A ideia da tecnologia é realmente facilitar para o assistido o acesso às informações, bem como, em vez dele ir até o atendimento presencial, possa fazer tudo remotamente”, explicou Aldenira Soares, gerente de operações da SASI, empresa responsável pelo desenvolvimento da solução em parceria com a DPE-RR.
Uma das funcionalidades do aplicativo é a possibilidade de acessar determinados conteúdos mesmo quando o usuário está sem conexão com a internet. As informações são baixadas pelo aplicativo e ficam disponíveis no dispositivo para consultas posteriores.
É possível, por exemplo, consultar de forma offline um documento em PDF que já tenha sido baixado anteriormente. Algumas funções, no entanto, dependem de conexão, como consultas que precisam acessar bancos de dados externos.
A plataforma também conta com a Dona Defa, agente de inteligência artificial criada para responder dúvidas relacionadas aos serviços da Defensoria. A ferramenta utiliza conteúdos institucionais, como cartilhas e informações da própria DPE-RR, para orientar o usuário sobre assuntos como documentação necessária, acompanhamento de processos e procedimentos para iniciar uma demanda.
Segundo o chefe da Divisão de Desenvolvimento e Gestão de Sistemas da DPE-RR, Giovanni Nicoletti, a utilização da inteligência artificial é uma das novidades em relação às primeiras propostas de aplicativo desenvolvidas pela instituição.
“Temos um mecanismo de inteligência artificial dentro do aplicativo. Podemos conversar com a inteligência artificial, e ela vai conseguir direcionar as suas respostas de acordo com a demanda”, explicou.

Outras ferramentas
Além do aplicativo destinado aos assistidos, a DPE-RR também apresentou o DP Offline. A ferramenta permite que as equipes, como a Defensoria itinerante, realizem cadastros e atendimentos mesmo em locais sem acesso à internet ou com conexão instável. Os dados ficam armazenados e são enviados ao sistema Solar assim que o equipamento volta a ter conexão.
“Os atendimentos não podem ser paralisados pela falta de internet, porque já é tão custoso a gente chegar até lá. Para que esse atendimento não pare, a gente lançou o DP Offline”, explicou Jainny Lima, servidora da DPE-RR que atuou no desenvolvimento das ferramentas.
A criação das ferramentas está relacionada a uma demanda identificada pela instituição de ampliar o acesso aos serviços e melhorar a comunicação com os assistidos depois do primeiro atendimento.
Segundo Jainny, a DPE-RR realizou mais de 200 mil atendimentos no ano passado, o que reforçou a necessidade de encontrar novas formas de manter o cidadão informado sobre suas demandas.
“Foi pensado num aplicativo onde o cidadão pudesse acompanhar em tempo real a sua demanda, sem a necessidade, talvez, se ele mora numa comunidade indígena, se deslocar até a sede do município”, afirmou.
O projeto também representa a retomada de uma proposta que já vinha sendo discutida pela área de Tecnologia da Informação da Defensoria desde 2018. Com o fortalecimento da equipe de TI, a participação de setores como a Central de Relacionamento com o Cidadão (CRC) e os gabinetes dos defensores, a proposta foi retomada e ganhou novas funcionalidades.
“A nossa intenção é que seja um aplicativo que a população possa usar de forma simples, de forma rápida”, destacou Giovanni.
Para o defensor público-geral, Natanael Ferreira, a tecnologia deve funcionar como uma ponte entre a instituição e quem utiliza os serviços da Defensoria.
“Por meio do aplicativo o cidadão vai poder agendar novos atendimentos, saber sobre o andamento do seu processo. Vai ser esse grande facilitador. Então o mundo conectado à Defensoria também tem que estar conectado para poder reduzir essa distância”, afirmou.
A primeira versão do aplicativo já está disponível e deverá receber novas funcionalidades. A instituição também trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta específica para servidores, com previsão de entrega até dezembro.
