Delegação roraimense do CT Sandro Serra fecha BJJ Cup Pro GI e NOGI da FAJJPRO com oito medalhas em Manaus

Equipe conquista títulos em diferentes categorias e reforça papel social do jiu-jitsu na formação de jovens atletas. – Foto: Ascom | CT Sandro Serra

Representar Roraima e transformar o esporte em ferramenta social. Esse é o propósito que acompanha a delegação do CT Sandro Serra, que encerra participação na BJJ Cup Pro GI e NOGI, da FAJJPRO, com oito medalhas conquistadas durante o evento realizado no último dia 17, na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus.

A equipe comandada pelo professor Sandro Serra sobe ao pódio em diferentes categorias nas modalidades com e sem kimono, consolidando resultados expressivos diante de atletas do Amazonas.

Entre os destaques da delegação está o próprio professor Sandro Serra, campeão na modalidade No Gi, faixa preta, além do terceiro lugar na disputa Gi. O atleta Izack Prado também garante ouro no No Gi, faixa azul.

A equipe ainda conquista medalhas com Ezequiel Lima, prata no Gi faixa roxa e bronze no No Gi; Alejandro Soares, bronze no Gi faixa verde; e Higor Alves, prata no Gi faixa amarela e bronze no No Gi.

Além dos resultados, Sandro Serra destaca o impacto social do projeto desenvolvido há oito anos em Roraima, voltado à inclusão de crianças, adolescentes e adultos por meio do esporte.

“Eu sei que tô oferecendo oportunidade, dando oportunidade para esses jovens estarem buscando outros meios de vida sem que seja fazer coisas erradas. A nossa ideia é essa”.

Segundo o professor, manter o projeto ativo exige mobilização constante da equipe e da comunidade, principalmente para custear viagens e participação em campeonatos fora do estado.

“A gente trabalha fazendo feijoada, fazendo rifa, correndo atrás de apoiadores, amigos, parentes, que ajudem de qualquer forma que seja para que a gente consiga chegar nesses objetivos. Mas, no final de tudo, é muito prazeroso”.

Sandro também aponta a superação individual e coletiva da equipe durante a competição em Manaus, especialmente diante de atletas experientes do cenário amazonense.

“Eu bati de frente com nomes grandes de Manaus e consegui me sobressair sobre esses caras. Na modalidade No Gi consegui fazer lutas duríssimas e ser campeão também”.

Na disputa com kimono, o professor chega ao terceiro lugar após enfrentar o ex-lutador do UFC Dileno Lopes na semifinal.

“Acabei perdendo no finalzinho para um cara que já lutou tudo e ganhou tudo. Só fui parado por ele”.

Para o treinador, o esforço da delegação vai além dos resultados esportivos e representa uma alternativa de transformação social para os atletas envolvidos no projeto.

“São quase 900 quilômetros para ir e 900 para voltar. Não é fácil, mas isso é para quem gosta e pensa em oferecer um futuro melhor para esses jovens”.

A participação da equipe reforça o crescimento do jiu-jitsu roraimense em competições regionais e evidencia o avanço de projetos sociais ligados às artes marciais no estado.

João Paulo Oliveira

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