Do futebol profissional à transformação social: ex-volante do Gas, Amaral faz do esporte uma ponte para o futuro em Castanhal

Ex-jogador vestiu camisa do Grêmio Atlético Sampaio (Gas), pé quente na Série D, tem título pelo São Raimundo-PA e vice no currículo pelo América de Manaus e passagem marcante por Princesa do Solimões e Nacional-AM. – Fotos: Ascom | GAS

Depois de 17 anos dedicados ao futebol profissional, o ex-atleta e volante Cleyton Amaral, agora aos 37 anos de idade e com chuteiras penduradas, vive hoje uma nova fase da vida pessoal, agora marcada não por títulos ou grandes estádios, mas pela formação de crianças e adolescentes em Castanhal, no Pará.

Há cerca de três anos, ele deu início ao Projeto Social Amaral 05 Esporte para Todos, realizando um sonho antigo de utilizar o futebol como ferramenta de inclusão, disciplina, socialização e construção de oportunidades, após encerrar sua carreira e seguir os projetos em sua cidade natal. Desde então, mais de 120 crianças e adolescentes já foram alcançados pelo projeto, participando de atividades que unem desenvolvimento esportivo e formação humana.

Escolinha

O trabalho desenvolvido tem uma parceria com 55 Soccer Academy, o número de jovens atendidos já ultrapassa 170 participantes. A experiência que Amaral leva aos novos atletas foi construída ao longo de quase duas décadas no futebol profissional.

“Nosso objetivo é garantir que crianças e adolescentes, independentemente de suas dificuldades ou limitações, tenham a oportunidade de participar, competir, aprender e vivenciar o futebol”, disse Cleyton Amaral.

Melhor time que enfrentou como jogador

Em sua trajetória, o jogador passou por Grêmio Atlético Sampaio (Gas), América-AM, São Raimundo-AM, Nacional, São Raimundo-PA, Manaus e Princesa do Solimões. Nas quatro linhas conquistou importantes resultados, entre eles o título de campeão brasileiro Série D pelo São Raimundo-PA, em 2009, e o vice da Série D, pelo América, em 2010. Dois acessos à Série C marcantes.

O ex-jogador também conquistou dois títulos estaduais pelo Manaus FC, em 2017 e 2018, e foi campeão Amapaense pelo Trem, em 2022. Dentro de campo, enfrentou grandes nomes do futebol brasileiro e na memória vem um duelo de competição nacional.

 

“Um jogo inesquecível na minha carreira foi vestindo a camisa do Princesa do Solimões, no duelo contra o Santos, na Arena perdemos por 2 a 1, e na Vila por 4 a 2, onde o rei Pelé atuou, contra grandes como Gabigol, Geuvânio e Lucas Lima, então jogadores do Santos, em confronto pela Copa do Brasil. Dia épico”, destacou Cleyton Amaral.

“Um jogo inesquecível na minha carreira foi o duelo contra o Santos, na Arena perdemos por 2 a 1, e na Vila por 4 a 2, onde o rei Pelé atuou, contra grandes como Geuvânio e Lucas Lima, então jogadores do Santos, em confronto pela Copa do Brasil. Dia épico”, destacou Cleyton Amaral.

Projeção

Hoje, porém, Amaral afirma enxergar o futebol para além da competição e da busca pelo alto rendimento. Essa visão também está presente na Liga Independente de Base Fut 7 (LIB), iniciativa da qual participa em Castanhal ao lado dos professores Ivaldo Barata, Breno, Paulo e Rubens.

“A proposta da LIB é fortalecer escolinhas, professores e projetos locais, criando competições organizadas e acessíveis para crianças com diferentes níveis de desenvolvimento esportivo”, explica Cleyton Amaral.

O regulamento busca garantir participação efetiva inclusive para atletas iniciantes, crianças autistas, jovens com dificuldades de desenvolvimento esportivo e crianças em situação de obesidade, sempre respeitando suas particularidades.
Mais do que descobrir talentos, a Liga pretende criar um ambiente em que respeito, disciplina, companheirismo e inclusão também façam parte do resultado.

“A LIB possui uma proposta diferenciada: o regulamento é pensado para que todos os atletas tenham participação efetiva nas competições. Dessa forma, aquela criança que está começando, que ainda está desenvolvendo suas habilidades ou que possui alguma dificuldade também terá seu espaço dentro de campo”, disse Cleyton Amaral.

Para Amaral, a principal vitória agora não está necessariamente no placar, mas na possibilidade de cada criança entrar em campo, aprender, conviver e acreditar que pode construir um futuro melhor.

“Depois de uma vida tentando vencer partidas, disputo hoje um campeonato ainda maior, que é de transformar vidas, por meio do futebol, oportunidades em novas histórias de superações”, disse Cleyton Amaral.

João Paulo Oliveira

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