Ex-senador Telmário Mota volta a ser preso em investigação por homicídio qualificado

O ex-senador é réu em ação penal que apura o homicídio qualificado de Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, morta em 29 de setembro de 2023; ele foi preso na Fazenda Caçada Real, área rural de Boa Vista, em cumprimento a um mandado judicial. – Fotos: Ascom | PCRR

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), cumpriu, nas primeiras horas desta quarta-feira, 28, mandado de prisão preventiva contra Telmário Mota, de 68 anos, na Fazenda Caçada Real, área rural de Boa Vista. O ex-senador é réu em ação penal que apura o homicídio qualificado de Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, morta em 29 de setembro de 2023, em Boa Vista. O cumprimento do mandado ocorreu sem resistência, e o preso foi conduzido à sede da unidade policial para os procedimentos legais.

O cumprimento da ordem judicial foi realizado por equipes da DGH, sob a coordenação do delegado Thiago Alexandre, após a Justiça determinar a expedição de novo mandado de prisão preventiva, em 22 de outubro. A medida ocorreu depois que o juízo responsável pelo caso negou, no dia 20 do mesmo mês, um pedido da defesa para revogar a prisão ou substituí-la por medidas cautelares alternativas.

A decisão judicial considerou que permaneciam presentes os fundamentos para a manutenção da prisão preventiva, entre eles a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. A defesa havia alegado agravamento do estado de saúde do réu, mas o juízo entendeu que essa circunstância, por si só, não afastava os motivos que justificavam a custódia.

O homicídio de Antônia ocorreu na manhã de 29 de setembro de 2023, quando ela saía de casa, no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista. Conforme informações divulgadas durante a investigação, um homem em uma motocicleta se aproximou da vítima, chamou-a pelo nome e, após confirmar sua identidade, efetuou um disparo na cabeça e fugiu.

Em 30 de outubro de 2023, a Polícia Civil deflagrou a Operação Caçada Real para cumprir mandados e avançar nas diligências relacionadas ao crime. Na ocasião, as investigações apontaram suspeitas de planejamento prévio e divisão de tarefas entre os envolvidos. T.M.O. foi apontado como suspeito de ser o mandante; H.N.C.M., sobrinho dele, como responsável pela logística e pelo planejamento; e L.L.C., como o suposto executor do disparo.

Uma assessora do ex-senador, identificada pelas iniciais C.G.C., também foi investigada por suspeita de monitorar a vítima e repassar informações. As apurações indicaram ainda que a Fazenda Caçada Real teria sido utilizada para reuniões e preparação relacionadas à execução, além de apontarem que uma motocicleta usada no crime teria sido adquirida por um parente do ex-senador e repassada a outros envolvidos.

A investigação também considerou o contexto de um processo criminal anterior envolvendo a filha de Antônia, que havia acusado o pai de violência sexual. Segundo informações divulgadas à época, a vítima seria ouvida nesse caso poucos dias depois de ser assassinada. A possível relação entre esse contexto e a motivação do homicídio foi objeto das apurações policiais.

Após a formalização do cumprimento do mandado na DGH, T.M.O. será apresentado à audiência de custódia ainda nesta quarta-feira, 28, conforme determinação judicial.

Veja também

Topo