Investigação da PCRR leva à condenação de acusados por furto de joias em shopping de Boa Vista

Crime ocorreu no dia 4 de maio de 2025 e, em cerca de seis meses, houve a conclusão das investigações e a prolação da sentença condenatória; Delegado titular do 3º DP, Matheus Fraga, foi o responsável pelo caso. – Foto: Ascom | PCRR

Uma investigação da PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 3º DP (Distrito Policial), com apoio do DEINT (Departamento de Inteligência) da SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), resultou na identificação, responsabilização criminal e condenação de acusados pela prática de furto qualificado em uma joalheria localizada em um shopping da zona oeste de Boa Vista. O crime ocorreu no dia 4 de maio de 2025 e, em cerca de seis meses, houve a conclusão das investigações e a prolação da sentença condenatória, demonstrando a resposta rápida da Polícia Civil à sociedade.

De acordo com o delegado titular do 3º DP e responsável pelo caso, Matheus Fraga, o crime foi praticado durante um final de semana, do sábado para o domingo. Após o fechamento do shopping, integrantes do grupo criminoso permaneceram no interior do estabelecimento e, durante a madrugada, invadiram a joalheria, arrombaram o cofre e subtraíram joias e dinheiro, causando um prejuízo estimado em R$ 550 mil.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil resultaram na identificação de H.M.S.A., de 27 anos, apontado como um dos executores diretos do crime. O trabalho investigativo também permitiu comprovar que o grupo criminoso é oriundo da região Centro-Oeste do Brasil e possui atuação em diversos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sendo altamente especializado em furtos a joalherias localizadas em shopping centers.

“A dinâmica e a arquitetura dos shoppings, que costumam ser muito semelhantes, favorecem a atuação desse tipo de grupo altamente especializado. Não há integrantes do estado de Roraima, porém, os envolvidos foram identificados e presos em seus estados de origem a partir das investigações realizadas aqui”, explicou o delegado.

Ainda segundo Matheus Fraga, a Polícia Civil apurou que o mesmo grupo pode estar envolvido em outro furto registrado em um shopping localizado no bairro Caçari, em Boa Vista, uma vez que o modus operandi empregado apresenta fortes semelhanças.

“Conseguimos traçar o perfil dos integrantes desse grupo criminoso e verificamos que, embora os executores diretos não sejam os mesmos, o grupo responsável pela organização das ações é o mesmo”, destacou.

O delegado também informou que o grupo é composto por diversas pessoas organizadas de forma estruturada, com divisão clara de funções, incluindo financiadores, organizadores e executores diretos. Até o momento, dois executores diretos foram condenados pela prática do crime de furto qualificado. No caso de H.M.S.A., a Justiça aplicou a pena de quatro anos e três meses de reclusão.

O Poder Judiciário também reconheceu o prejuízo apurado em sede de inquérito policial e determinou o ressarcimento integral dos danos causados à vítima, com base nas provas produzidas durante a investigação da Polícia Civil.

“Em cerca de seis meses tivemos o crime, a investigação e a sentença condenatória, o que demonstra o compromisso da Polícia Civil de Roraima, em conjunto com os demais órgãos de persecução penal, em dar uma resposta rápida e efetiva à sociedade”, concluiu o delegado.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os demais integrantes da organização criminosa.

Veja também

Topo